▶️ Dia 10

Na presença do Deus vivo: o poder da oração e a misericórdia

Na Quaresma de 2026, a Igreja nos convida a um tempo sagrado de conversão e renovação interior. São 40 dias de intensa preparação para a Páscoa, o ápice da nossa fé. Este ano, esse convite se aprofunda com o  Itinerário Quaresmal: Na Presença do Deus Vivo, o retiro oficial da  Canção Nova.

A reflexão deste décimo dia nos recorda que a eficácia da nossa oração não reside na nossa própria santidade, mas na infinita bondade de Deus. Mesmo quando o pecado mortal tenta fechar as portas do coração, a súplica sincera é a chave que reabre o diálogo com o Criador.

 Esfriamento Espiritual e Pecado

O pecado mortal é uma realidade terrível que só se instala no coração de duas formas: quando há um abandono total à vida desregrada ou quando permitimos que o nosso amor por Deus esfrie. A vigilância espiritual é essencial para percebermos qualquer sinal de afastamento. Uma das lições mais valiosas deste dia é a distinção entre merecimento e intercessão. Deus escuta a oração não porque somos bons, mas porque Ele é bom.

Se você se sente em pecado, não deixe de rezar; use a oração justamente como o veículo para sair dessa condição e retornar à amizade com o Pai. Somos convidados a participar da Santa Missa com uma intenção específica: oferecer o sacrifício por alguém que perdeu o sentido da vida ou está desanimado.

Oração

Ó Pai querido, muito obrigado! Graças ao seu amor, posso prosseguir com alegria. O Deus a quem eu amo pôs limite ao meu
sofrimento, e a minha dor jamais será maior do que o seu socorro.
Obrigado! Por mais forte que seja o meu pecado, ele não é nada perante o poder do sangue de meu Redentor, Jesus. Eu tenho um Deus que me salva. Não tenho motivo algum para me abater. Por que me aborreceria se não estou só em minhas lutas?

Amparo e salvação sempre encontro no Senhor. Obrigado, meu Deus, porque em meu sofrimento não sou abandonado. Com misericórdia, ouve todas as minhas orações.
Seu braço forte me protege dos que me golpeiam. Bendito seja, Senhor, porque, na minha aflição, corri ao seu encontro, e o Senhor sorriu para mim e não me rejeitou.
Os meus gemidos chegaram aos seus ouvidos, e seu coração de Pai já determinou como irá me livrar.
O meu sustento já está previsto. Ah! Quem não conhece o Senhor, Pai, ainda não sabe o que é ser amado, mas quem espera em sua bondade não sofre desapontamento.

Cansado e abatido, eu quase caí, mas suas mãos me agarraram. O Senhor me levantará do fundo deste abismo, porque me ama e nunca me esquecerá.
Sim, Pai, sou todo seu, agora e para sempre, em nome de Jesus! Amém!

 

Transcrito e adaptado Rophiman Souza