Renovação interior

No documento “Presbyterorum ORDINIS”, quando o Concílio quis exortar os padres a aspirarem a uma santidade sempre maior, lembrou que isto seria necessário para a “RENOVAÇÃO INTERNA DA IGREJA”. A Igreja sempre contou com o testemunho vivo e eloqüente de seus padres e leigos para a sua própria renovação. Renovar-se não é fácil. Mudar certos hábitos, atitudes, ter um comportamento diferente, requer uma vontade forte, uma opção fundamental, conscientemente tomada. E quando se trata de mudar a mentalidade ainda é mais difícil.

Nas Origens do Cristianismo, operou-se uma grande mudança nas pessoas que vieram do Judaísmo e do Helenismo. Formar uma mentalidade cristã que elevasse a uma vivência coerente com a mensagem evangélica, foi o fundamental trabalho dos Apóstolos. Urgia levar todos a uma visão nova ou mais completa de Deus e do destino do homem.

Nas cartas de São Paulo, encontramos, constantemente, essa preocupação. Escrevendo aos romanos, instituiu: “Não vos conformeis com este mundo, mas tranformai-vos pela renovação de vosso espírito, para que possa discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito.”(12,2). Idêntica exortação fez os Efésios: “Renunciai à vida passada, despojais-vos do homem velho, corrompido pelas concupiscências enganadoras. Renovai sem cessar o sentimento de vossa alma e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade.” (4,22-24).

A renovação interna da Igreja, desejada pelo Vaticano II, não é só uma revisão e adaptação da sua estrutura externa. Antes de tudo, trata-se de uma renovação interior, de um crescimento mais interno da caridade perfeita. Muitos ainda ignoram que ser Igreja, hoje, não é mudar certas cerimônias, para a LITURGIA, logo no seu começo, declara: “O Sacrossanto Concílio propõe-se fomentar sempre mais a vida cristã entre os fiéis.” (SC,1).

Toda a pastoral da Igreja se destina, ou deve destinar-se, a realizar a palavra de Jesus Cristo: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito”. E o Vaticano II quis ser um Concílio acentuadamente pastoral.

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