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O que são livros apócrifos?

Há livros apócrifos referentes ao Novo e Antigo Testamento

Apócrifos são os livros que foram escritos pelo povo de Deus, mas não foram considerados pelo Magistério da Igreja como revelados pelo Espírito Santo; portanto, não são canônicos, isto é, não fazem parte do cânon (índice) da Bíblia. As razões que levaram a Igreja a não considerá-los como Palavra de Deus é que muitos são fantasiosos sobre a Pessoa de Jesus e sobre outros personagens bíblicos. Além disso, muitos desses possuem até heresias como o gnosticismo. No entanto, neles há algumas verdades históricas, e isso faz a Igreja considerá-los importantes nos estudos.

Foto ilustrativa: maljalen/ iStock. by Getty Images

 

Há livros apócrifos referentes ao Novo e ao Antigo Testamento. Alguns deles são os seguintes:

A. Referentes ao Antigo Testamento

Jubileus; A Vida de Adão e Eva; 1 Henoque; 2 Henoque; Apocalipse de Abraão; Testamento de Abraão; Testamento de Isaac; Testamento de Jacó; Escada de Jacó; José e Asenet; Testamento dos Doze Patriarcas; Assunção de Moisés; Testamento de Jó; Salmos de Salomão; Odes de Salomão; Testamento de Salomão; Apocalipse de Elias; Ascensão de Isaías; Paralipômenos de Jeremias; Apocalipse Siríaco de Baruc; Apocalipse de Sofonias; Apocalipse de Esdras; Apocalipse de Sedrac; 3 Esdras; 4 Esdras; Sibilinos; Pseudo-Filon; 3 Macabeus; 4 Macabeus; Salmos 151-155; Oração de Manassés; Carta de Aristeu; As Dezoito Bênçãos; Ahigar; Vida dos Profetas; Recabitas.

B. Referentes ao Novo Testamento

Evangelhos;
Evangelho segundo os  Hebreus (gnóstico) – fim do século I;
Proto – Evangelho de Tiago (História do nascimento de Maria);
Evangelho do Pseudo Tomé;
Evangelho de Pedro (docetismo) – meados do século II;
Evangelho de Nicodemos;
Evangelho dos Ebionitas ou dos Doze Apóstolos– meados do século II;
Evangelho segundo os Egípcios – meados do século II;
Evangelho de André – séculos II/III;
Evangelho de Filipe – séculos II/III;
Evangelho de Bartolomeu – séculos II/III;
Evangelho de Barnabé – séculos II/III.

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Outros assuntos

O drama de Pilatos;
A morte e Assunção de Maria;
A Paixão de Jesus;
Descida de Jesus aos Infernos;
Declaração de José de Arimateia;
História de José, o carpinteiro.

Atos

Atos de Pedro; Atos de Paulo; Atos de André; Atos de João; Atos de Tomé; Atos de Felipe; Atos de Tadeu.

Epístolas

Epístolas de Barnabé;
Terceira Epístola aos Coríntios – século II d.C.;
Epístola aos Laodicenses – fim do século II d.C.;
Carta dos Apóstolos – 180 d.C.;
Correspondência entre Sêneca  e São Paulo – século IV d.C..

Apocalipses

Apocalipse de Pedro – meados do século II;
Apocalipse de Paulo – 380 d.C.;
Sibila Cristã – século III.

Isso mostra que a Igreja foi muito criteriosa na seleção dos livros que formariam a Bíblia, isto é, revelados, Palavra de Deus. Por intermédio de sua Tradição, interpretada pelo Magistério, a Igreja nos deu a Bíblia como a temos hoje. Portanto, sem a autoridade dela [Igreja], a Sagrada Escritura não pode ser interpretada, pois sem a Igreja não existiria a Bíblia, assim como a temos hoje.


Felipe Aquino

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

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