Doutrina Social da Igreja

Jesus Cristo: cumprimento do desígnio de amor do Pai

Jesus nos dá a missão de contribuir com a evangelização

Jesus Cristo continuamente nos revela a presença de um Deus amoroso como um pai, por meio de obras e das palavras de esperança e misericórdia.  Por meio dessa presença é difundido, em todos, a verdade e a graça. E a verdade do Evangelho não deve ser considerada distante de nossas vidas, mas como uma única realidade complexa, formada pela presença do Espírito Santo em cada um de nós.

A vida de Jesus representa a benevolência e a misericórdia, que nos inspiram o agir de Deus, revelando (de modo sensível e definitivo) quem é Deus e como Ele se comporta com os homens.

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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Em Jesus Cristo cumpre-se o evento decisivo da história de Deus com os homens

O Evangelho de Lucas descreve o início do ministério público de Jesus e a atuação de Deus perante os homens, por meio do plano de salvação, de cura e de perdão dos pecados. Assim, a missão que Jesus tem nos anunciado é a de evangelizar. Para o cumprimento desse projeto divino, o Messias elege seus discípulos e, entre eles, constitui um grupo de apóstolos. Então, tem com os doze uma dedicação particular: revela sua glória (Lc 9, 20), lhes dá autoridade para expulsar demônios, curar doenças (Lc 9, 1) e os envia em missão (Lc 9, 2).

Essa é Igreja de Jesus Cristo que, no Credo, confessamos ser Una, Santa, Católica e Apostólica. Depois da ressurreição, o nosso Salvador entregou-a a Pedro para que a apascentasse, confiando, também, a ele e aos demais apóstolos a sua propagação e comando. A Igreja, constituída e organizada, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em união com ele. E, por meio da missão que Jesus Cristo deixou à Sua Igreja, concretiza-se o evento definitivo da história de Deus com os homens: revelar uma paternidade presente e amorosa.

A consciência cristã de que Jesus é o Messias, expressa o fundamento da nossa Igreja: o Filho recebeu tudo do Pai e, por sua vez, tem a missão de tornar todos os homens participantes desse dom e dessa relação filial: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que o que faz o seu Senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai” (Jo 15, 15).

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A revelação do Amor Trinitário

Todos somos filhos de Deus e formamos, em Cristo, uma família. Ao participarmos da caridade mútua e do comum louvor à Santíssima Trindade, correspondemos à íntima vocação da Igreja. Deus, ao assumir a natureza humana em Jesus Cristo, tomou para Si a carne semelhante a do pecado e entregou-Se a fragilidade humana do cansaço, do sofrimento e, sobretudo, da morte. Com isso, operou o caminho da santidade pela presença próxima e verdadeira, de forma que, cada um de nós possa se identificar com o Pai.

Deus é Trindade: Pai, Filho, Espírito Santo, realmente distintos e realmente um; e em comunhão infinita de amor. Com palavras e obras, de modo pleno e definitivo com a Sua morte e ressurreição, Jesus revela à humanidade que Deus é Pai e que todos são chamados, por graça, a serem filhos d’Ele no Espírito, por isso, são irmãos e irmãs. Somente assim torna-se compreensível a verdade de que Deus em Si, é mesmo o amor.

Esse modelo de unidade, reflexo da vida íntima de Deus, uno em três Pessoas, é o que nós, cristãos, designamos com a palavra comunhão.

Cumprimento do desígnio de amor do Pai

Deus, em toda Sua misericórdia, entregou, por nós, seu único Filho. Se fez carne, morreu e ressuscitou. Formou seus discípulos e, sobre eles, soprou o Espírito Santo. O Evangelho nos relata um Deus Pai que quer estar próximo aos seus filhos, guia-los e amá-los. Como o sacerdote celebra na Liturgia, cremos em um Deus vivo e verdadeiro.

Que possamos, a cada celebração, resgatar a fé e a missão de evangelizar, para que, como irmãos, possamos nos sensibilizar pela Santíssima Trindade e formar em nós mesmos uma comunhão de filhos obedientes e servos dedicados.

REFERÊNCIAS:

BÍBLIA SAGRADA. Tradução da CNBB, 18 ed. Editora Canção Nova.

PAULO VI. Constituição Dogmática Lumen Gentium. Dado em Roma em 21 de novembro de 1964.


Luis Gustavo Conde

Advogado com atuação na área de Direito de Família e Direito Bancário. Professor de cursos técnicos. Catequista no Santuário de Nossa Senhora Aparecida em Ribeirão Preto/SP. Palestrante focado na doutrina cristã. Contato: lg.conde@icloud.com Twitter: @luisguconde

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