Vamos apreciar um pouco o tanto que as crianças nos ensinam
Não discriminam ninguém, aceitam qualquer roupa, qualquer casa, e vivem o presente sem a menor preocupação com o futuro. É por isso que Jesus mandou que fôssemos como elas para podermos entrar no Reino dos Céus. Vamos, então, apreciar um pouco o tanto que as crianças nos ensinam.

Crédito: FatCamera / GettyImages
Não sei se você conhece a história daquele menino do trem. Ele gostava muito de viajar de trem; então, certo dia, subiu em um trem que estava parado na estação. Ao chegar na estação seguinte, o seu chefe lhe perguntou: “Menino, o que você está fazendo neste trem? Este não é um trem de passageiros…” O menino lhe respondeu: “Moço, deixa eu ficar aqui, eu gosto tanto de andar de trem!”. Sem mais, o chefe da estação o tomou pelos braços para tirá-lo do trem. Nesta hora, ele se voltou para o homem e disse: “Espere aí, moço, eu vou ficar aqui. O meu pai é o maquinista deste trem”.
Aquele garoto viajava tranquilo naquele trem, sem saber para onde o trem iria, simplesmente porque o seu pai era o maquinista. Isso lhe dava toda a tranquilidade.
Deus é o maquinista do trem da nossa vida; deixe que Ele o leve para onde quiser. Seja apenas dócil a Sua graça e fiel aos Seus mandamentos.
As crianças são espontâneas e puras, dizem o que sentem e sentem o que dizem.
Veja quantas lições nessas cartas reais para Deus, escritas por crianças de uma escola americana:
Querido Deus, eu não pensava que laranja combinava com roxo até que eu vi o pôr-do-sol que Você fez terça-feira. Foi demais! (Eugene).
Querido Deus, você queria mesmo que a girafa se parecesse assim ou foi um acidente? (Norma).
Querido Deus, em vez de deixar as pessoas morrerem e ter que fazer outras novas, por que Você não mantém aquelas que Você tem agora? (Jane).
Querido Deus, quem desenha as linhas em volta dos países? (Nancy).
Querido Deus, eu fui a um casamento e eles beijaram dentro da igreja. Tem algum problema com isso? (Neil).
Querido Deus, obrigado pelo meu irmãozinho, mas eu orei por um cachorrinho (Joyce).
Querido Deus, choveu o tempo todo durante as nossas férias, e como meu pai ficou zangado! Ele disse algumas coisas sobre você que as pessoas não deveriam dizer, mas eu espero que você não vá machucá-lo (Seu amigo – mas eu não vou dizer quem eu sou).
Querido Deus, por favor, me mande um pônei. Eu nunca te pedi nada antes! Você pode checar (Bruce).
Querido Deus, eu quero ser igualzinho ao meu pai quando eu crescer, mas não com tanto cabelo no meu corpo (Sam).
Querido Deus, eu penso em Você de vez em quando, mesmo quando não estou orando (Elliott).
Querido Deus, eu aposto que é muito difícil para você amar a todas as pessoas no mundo. Na nossa família só tem quatro pessoas e eu nunca consigo… (Nan)
Querido Deus, de todas as pessoas que trabalharam para você, eu gosto mais de Noé e Davi (Rob).
Querido Deus, meus irmãos me falaram sobre nascer de novo, mas soa muito estranho. Eles estão só brincando, não é? (Marsha).
Querido Deus, se Você olhar para mim na igreja domingo, eu vou te mostrar meus sapatos novos (Mickey).
Querido Deus, nós lemos que Thomas Edison fez a luz. Mas na escola dominical nós aprendemos que foi Você. Eu acho mesmo que ele roubou sua ideia. Sinceramente (Donna).
Querido Deus, eu não acho que alguém poderia ser um Deus melhor que você. Bem, eu só quero que saiba que não estou dizendo isso porque você já é Deus (Charles).
Querido Deus, talvez Caim e Abel não matassem tanto um ao outro se eles tivessem seu próprio quarto. Isso funciona com meu irmão (Eddie).
Uma menininha, diariamente, vai e volta andando até a escola. Apesar do mau tempo daquela manhã e de nuvens estarem se formando, ela fez seu caminho diário. Com o passar do tempo, os ventos aumentaram, junto aos raios e trovões. A mãe pensou que sua filhinha poderia ter muito medo no caminho de volta, pois ela mesma estava assustada com os raios e trovões. Preocupada, a mãe rapidamente entrou em seu carro e dirigiu pelo caminho em direção à escola. Logo, ela avistou sua filhinha andando, mas, a cada relâmpago, a criança parava, olhava para cima e sorria!
Finalmente, a menininha entrou no carro e a mãe curiosa foi logo perguntando:
— O que você estava fazendo?
A garotinha respondeu:
— Sorrindo! Deus não para de tirar fotos minhas!
“Deixemos que toda inocência floresça em nossos corações para podermos ver a bela e real felicidade que está nos momentos de simplicidade…”
Fizeram uma pesquisa com um grupo de crianças de 4 a 8 anos nos EUA, e lhes perguntaram o que era o amor
Veja as respostas:
“Amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita, porque sabe que isso fere seus sentimentos” (Matew, 6 anos).
“Quanto minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos do pé. Meu avô, desde então, pinta as unhas para ela. Mesmo quando ele tem artrite” (Rebecca, 8 anos).
“Amor é quando uma menina coloca perfume e o menino coloca loção pós-barba, e eles saem juntos e se cheiram” (Karl, 5 anos).
“Eu sei que minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas roupas velhas e tem que sair para comprar outras” (Lauren, 4 anos).
“Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, mesmo se conhecendo há muito tempo” (Tommy, 6 anos).
“Quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente” (Billy, 4 anos).
“Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela” (Chrissy, 6 anos).
“Amor é o que está com a gente no Natal, quando você para de abrir os presentes e o escuta” (Bobby, 5 anos).
“Se você quer aprender a amar melhor, você deve começar com um amigo que você não gosta” (Nikka, 6 anos).
“Quando você fala para alguém algo ruim sobre você mesmo e sente medo que essa pessoa não venha a te amar por causa disso, aí você se surpreende, já que não só continuam te amando, como agora te amam mais ainda” (Samantha, 7 anos).
“Há dois tipos de amor, o nosso amor e o amor de Deus, mas o amor de Deus junta os dois” (Jenny, 4 anos).
“Amor é quando mamãe vê o papai suado e mal cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o Robert Redford” (Chris, 8 anos).
“Durante minha apresentação de piano, eu vi meu pai na plateia me acenando e sorrindo. Era a única pessoa fazendo isso e eu não sentia medo” (Cindy, 8 anos).
“Amor é quando você fala para um garoto que linda camisa ele está vestindo e ele a veste todo dia” (Noelle, 7 anos).
“Não deveríamos dizer eu te amo a não ser quando realmente o sintamos. E se sentimos, então deveríamos expressá-lo muitas vezes. As pessoas esquecem de dizê-lo” (Jessica, 8 anos).
“Amor é se abraçar, amor é se beijar, amor é dizer não” (Patty, 8 anos).
“Amor é quando seu cachorro lambe sua cara, mesmo depois que você deixa ele sozinho o dia inteiro” (Mary Ann, 4).
“Quando você ama alguém, seus olhos sobem e descem e pequenas estrelas saem de você” (Karen, 7 anos).
“Deus poderia ter dito palavras mágicas para que os pregos caíssem do crucifixo, mas ele não disse isso. Isso é amor” (Max, 5 anos).
Eu fiz uma experiência com um grupo de jovens noviços da Canção Nova, para quem eu dou aula de iniciação teológica; pedi-lhes que tomassem uma folha de papel e me escrevessem com poucas palavras porque Jesus mandou sermos como as crianças. Veja o resumo do que disseram:
“A criança é simples, dócil, sincera, inocente, não tem malícia, tem o coração puro, não tem maldade, é honesta, não tem preconceitos, ama gratuitamente, não tem medo de expressar seus sentimentos, não se preocupa com sua autoimagem. A criança é alegre, verdadeira, perdoa com facilidade e se reconcilia rapidamente, não guarda mágoa, não tem preocupações, faz amizade com facilidade, e se deixa conduzir por seus pais com docilidade e confiança, sabe silenciar e obedecer.
As crianças são mais sensíveis e mais abertas para aprender o novo, apresentam uma grande capacidade de aprendizagem, são espontâneas e falam o que tiverem de falar, são como folhas em branco onde você pode escrever o que quiser; se deixam moldar. As crianças não têm medo de ser crianças e de ter um coração de criança. Elas são transparentes e não há nelas falsidade. A criança ama a todos e não faz distinção de pessoas, confia em todos, sabe aproveitar cada momento do dia como se a vida fosse só uma festa, não se preocupa com o amanhã. Ela tem confiança e sabe ser pequena, e precisa de pouca coisa para ser feliz. Sabe pedir ajuda sempre que precisa.”
Capítulo retirado do livro “Para ser feliz” do Professor Felipe Aquino




