Sexo no casamento

Algum tempo atrás, seguindo uma moção do Espírito Santo, em um momento de oração, senti que seria bom – para a Evangelização pela Internet – abrir um canal de “diálogo” com os internautas. Sendo assim, escrevi um artigo: “Pergunte para o Padre”. Confesso que fiquei impressionado com o número de comentários e perguntas. Cerca de 100 perguntas em menos de um dia. Acredito que é a confirmação de uma inspiração. Bendito e louvado seja Deus!

Dentre as perguntas que chegaram, muitas são a respeito da vida afetiva sexual. E sobretudo de pessoas casadas, que pedem uma orientação a respeito do que pode e do que não pode na vida sexual dentro do casamento. Não sei precisar exatamente quantas mensagens chegaram com essa preocupação. Mas, posso dizer que foram mais de vinte. Penso que muitas pessoas e muitos casais têm dúvida nesta matéria.

Tentarei ser breve, objetivo e claro. O sexo é uma bênção de Deus. Mas, ele precisa estar no seu devido lugar, ou seja, dentro de uma ordem e de um projeto. Podemos afirmar com toda ênfase que o sexo é uma bênção de Deus na vida e na relação matrimonial, pois, no matrimônio, ele tem a força de unir os cônjuges e de gerar vida. Deus conta com os casais para o aumento da família d’Ele mesmo. Os filhos são uma bênção! E são como que presentes de Deus para os casais. Eles vêm de Deus por meio do sexo santo e respeito dentro do casamento.

Às vezes, somos tentados a ter o seguinte pensamento: “Já que estou casado posso fazer de tudo com a minha esposa, com o meu marido”. Ou ainda: “Dentro de quatro paredes, tudo é permitido ao casal”. Contudo, à luz da fé, da Palavra de Deus e da Doutrina Católica, precisamos corrigir esse pensamento. Pois, o sexo não é simplesmente uma opção de lazer; não é para que o casal se “divirta” às custas da relação sexual. O sexo é tão sagrado como o próprio casamento! A relação sexual, embora seja marcada pelo prazer, não é só prazer. É também, e sobretudo, encontro, doação e meio de santificação.

Por conta de uma vasta fábrica da pornografia, trazida através de vários meios, hoje mais do que nunca precisamos estar vigilantes, para não sermos enganados pelas astutas ciladas do inimigo de Deus. Tenta-se difundir a idéia do “tudo é permitido em busca do prazer e da realização”. Há uma verdadeira pressão para levar as pessoas a pensarem que é normal tudo o que dá prazer; alguns exemplos: sexo anal, sexo oral, troca de casais e tantas outras coisas. Quem se entrega a esta “força do mal” se ilude e tem uma pseuda felicidade, uma falsa realização. Pois, isso tudo só pode levar as pessoas e os casais ao vazio, à frustração e ao desencanto com a vida afetiva.

Por isso, estejamos todos atentos e vigilantes na oração para que a nossa opção de vida não seja causa de pecado, mas, meio de santificação. Encerro com as palavras de São Paulo: “Esta é a vontade de Deus: vivei na santidade, afastai-vos da impureza; cada um saiba tratar o seu parceiro conjugal com santidade e respeito, sem se deixar levar pelas paixões, como fazem os pagãos que não conhecem a Deus. Deus não nos chamou à impureza, mas à santidade” (1Tes 4,3-5.7).

Viver o sexo no matrimônio – de modo puro e santo – pode ser difícil e até parecer impossível; mas, não o é. Com a graça de Deus e com o esforço pessoal é possível se aproximar da santidade no dia-a-dia da nossa vida.

Que Deus nos ajude a buscar a santidade para que o mundo creia!

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