Retiro Popular - 5ª semana

O Evangelho nos apresenta grupos de pessoas que se relacionavam com Jesus. Ele escolheu os que quis para serem seus doze apóstolos, colunas e fundamento do novo Israel de Deus.
Mais próximos de si, testemunhas privilegiadas de alguns acontecimentos eram Pedro, Tiago e João. João era amigo e confidente. “O Senhor designou ainda setenta e dois outros discípulos e mandou-os, dois a dois, adiante de si, por
todas as cidades e lugares para onde ele tinha de ir”. “Jesus andava pelas cidades e aldeias anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele, como também algumas mulheres que tinham sido livradas de espíritos malignos e curadas de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete
demônios; Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes; Susana e muitas outras, que o assistiram com as suas posses”87. Havia ainda uma família muito especial para Jesus: Marta, Maria e Lázaro.

Na casa de Betânia, Jesus e seus discípulos viveram acontecimentos decisivos, num
clima de amizade humana, relacionamento profundo e formação na fé. Os vários círculos de relacionamento estabelecidos por Jesus têm valor exemplar para as comunidades cristãs. Nelas está o ambiente para o crescimento na fé, na esperança e na caridade. Tendo passado pela descoberta do amor de Deus, reconhecendo
a situação de pecado e fragilidade, a pessoa que recebe o Kerigma descobre Jesus Cristo e o acolhe como Salvador pessoal, que dá sentido à sua existência, empreendendo um caminho de fé e conversão, para o qual implora o dom do
Espírito Santo, água viva, fogo que crepita, luz da vida e vida plena. Tudo o onduz à vida de Comunidade na Igreja, povo eleito. E na Igreja o homem e a mulher se descobrem missionários, para reiniciar o processo, anunciando e testemunhando, por sua vez, o amor de Deus.
E assim o Evangelho é anunciado e a vida nova é oferecida a todos.

Oração ao Divino Espírito Santo, para iniciar a leitura orante da Palavra de Deus na quinta semana da Quaresma:

“Aqui estamos, Divino Espírito Santo, aqui estamos detidos pela crueldade do pecado, mas especialmente reunidos em vosso nome. Vinde a nós, ficai conosco e dignai-vos a entrar em nossos corações. Ensinai-nos o que devemos fazer e por onde caminhar; mostrai-nos o que devemos executar, a fim de podermos, com vosso auxílio, agradar-vos em tudo. Só vós inspirais e levais a realizar nossos propósitos, só vós, que possuís com Deus Pai e seu Filho um nome glorioso. Não permitais que sejamos perturbadores da justiça, vós que amais a eqüidade em tudo. Que a ignorância não nos arraste para o mal, não nos dobre a adulação, não nos corrompa a acepção de pessoas ou de cargos. Mas associai-nos a vós eficazmente pelo dom de vossa graça, para que sejamos um em vós e por nada nos desviemos da verdade. Unidos em vosso nome, conservemos em tudo a justiça temperada pela misericórdia. E assim nossas resoluções em nada se apartem de vós e consigamos no futuro o prêmio eterno por todo o bem que fizermos. Amém”.

2. A Lectio Divina é a leitura orante da Palavra de Deus, feita a partir da fé em Jesus Cristo, que disse: “O Espírito vos recordará tudo o que vos disse vos introduzirá na verdade plena”. A expressão Lectio Divina vem de Orígenes. Ele
diz que, para ler a Bíblia com proveito, é necessário um esforço de atenção e de assiduidade.
Atribui-se a Guigo, monge cartuxo (+1188), o mérito da sistematização do chamado método da Lectio Divina, que contempla quatro degraus de um único processo de oração, a saber, a leitura, a meditação, a oração e a contemplação. São quatro fases da mesma experiência de fé, vivida, desde as origens da Igreja, pelos cristãos que se dedicavam à leitura da Escritura, sendo seu objetivo uma experiência de oração. O objetivo último da Lectio Divina é o objetivo da própria
Bíblia: “Ela te pode dar sabedoria, para que te salves pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada e útil para ensinar, repreender, corrigir, encaminhar e nstruir na justiça. Com isso o homem de Deus estará formado e capacitado para todo tipo de boas obras”

3. O texto para começar a semana é de João 11 ,1-45

4.“O mistério pascal de Jesus é o ato de obediência e amor ao Pai e de entrega por todos seus irmãos. Com esse ato, o Messias doa plenamente aquela vida que oferecia nos caminhos e aldeias da Palestina. Por seu sacrifício voluntário, o Cordeiro de Deus oferece sua vida nas mãos do Pai , que o faz salvação ‘para nós’ . Pelo mistério pascal, o Pai sela a nova aliança e gera um novo povo que tem por fundamento seu amor gratuito de Pai que salva”. Este povo é a Igreja, querecebeu de Jesus a missão de anunciar o seu mistério de morte e ressurreição, a vida plena para todos”. É a convicção que conduz a Igreja em sua missão, da qual todos participamos: “Nossa alegria, portanto, baseia-se no amor do Pai, na participação no mistério pascal de Jesus cristo que, pelo Espírito Santo, faz-nos passar da morte para a vida, da tristeza para a alegria, do absurdo para o sentido profundo da existência, do desalento para a esperança que não engana.
Esta alegria não é um sentimento artificialmente provocado nem um estado de ânimo passageiro. O amor do Pai nos foi revelado em Cristo, que nos convida a entrar em seu reino. Ele nos ensinou a orar dizendo ‘Abba, Pai’”.

Para a última semana de nosso Retiro Popular, as leituras oferecidas pela Igreja são preciosas, pois nos conduzem a viver como ressuscitados, homens e mulheres que receberam a graça de uma vida nova, na verdade e na santidade.

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