O cristão e a vida no Espírito

“Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos” (I Cor 12,4-6).

O Espírito Santo não Se revela apenas em uma só pessoa nem de uma só maneira. A Igreja, Corpo de Cristo, é como um corpo humano normal. Assim como Deus diferenciou os membros de nosso corpo, assim também o Espírito Santo faz ao formar o Corpo de Jesus Cristo. Ele coloca cada membro no lugar que designou, dando, a cada um, o dom que lhe é necessário para aquele lugar específico. Essa diversidade marca e forma o Corpo.

Na variedade de dons, a voz do Espírito pode ser ouvida e as várias necessidades do Corpo satisfeitas. Podemos não ter a menor ideia da extensão das necessidades dos crentes, mas Deus nos concedeu dons para corresponder a cada uma delas. Contudo, Ele não as concede para uma única pessoa nem para um grupo pequeno. Quanto a isso, o apóstolo Paulo é uma exceção, pois tinha todos os dons. O Espírito Santo de Deus não está sujeito a qualquer limitação no tocante à distribuição de Suas dádivas. Ele faz como bem entender e usa quem Ele escolhe, sem estar sujeito a qualquer restrição da parte do homem.


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Se não houver oportunidades para os dons funcionarem adequadamente, pode haver muito prejuízo. É o que acontece quando a liberdade do Espírito, de usar quem deseja, é eliminada, ficando restrita a uma só pessoa, em geral aos pastores, líderes e sacerdotes. Dessa forma muitas necessidades nunca são satisfeitas, porque somente poucos dons se manifestam; e o mais grave: a autoridade do Espírito Santo e do Senhor Jesus é ignorada. 

Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos (I Cor 12,5-6).

Aqui, vemos como as várias formas de ministério devem ser exercidas. O Espírito Santo distribui os dons conforme deseja, mas quem os recebe está sujeito à autoridade do Senhor. Quando o Espírito nos concede um dom, nos tornamos servos e mordomos, e temos de agir sob Sua direção. Não temos o direito de fazer nada em independência ou por nossa própria vontade. Não importa quão grande seja o poder do Espírito em nós, ainda assim não passamos de servos e mordomos de Cristo, e temos de nos comportar como tais.

Quando Deus está agindo na Igreja, a vontade humana não tem lugar. O Senhor sempre trabalha conforme a Sua vontade. Isso é uma severa condenação a tudo o que os homens têm estabelecido no tocante à obra divina. Com isso, ela contradiz a prática de numerosas comunidades cristãs, nas quais o ministério está limitado a uma ou a poucas pessoas.

Além disso, o conceito de que qualquer pessoa tem o direito de servir igualmente nega o ensino bíblico. Na Igreja de Deus, tudo é realizado com unção e ordem (cf. I Cor 14,39.40). A obediência e a dependência são requisitos fundamentais para os servidores da obra de Deus.

Será que esse princípio está enraizado em nosso coração? Se os cristãos puserem essa verdade em prática, Deus será glorificado e Suas bênçãos transbordarão. Testemunho santo e pregação ungida mudam o mundo.

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