Do exílio à reconciliação

Ao estudar o livro do profeta Ezequiel, eu descobri tantas coisas boas e dentre elas a promessa de retorno aos exilados, a qual está no capítulo 11,14-21. Vi que o Senhor, a todo instante, nos propõe uma reconciliação e não nos quer vivendo no “exílio”, ou seja, longe da graça e dos cuidados d’Ele.

A promessa de Deus aos exilados está no versículo 19 deste libro: “Eu lhes darei um só coração e infundirei neles um espírito novo. Extrairei do seu corpo o coração de pedra e lhes darei um coração de carne, de modo que andem segundo minhas leis, observem e pratiquem meus preceitos”.

 

Durante certa fase de nossa vida, nos rebelamos e não queremos de forma alguma andar segundo às leis de Deus, observando e praticando os preceitos divinos. Para alguns, essa fase ocorre na adolescência; para outros, na juventude, e para tantos outros a referida rebelião se dá durante a fase adulta. É triste ver a quantidade de adultos querendo viver como adolescentes que se rebelam com a vida e acham que as pessoas precisam pagar pelas suas decepções. Vale lembrar que a rebeldia nos exila da graça de Deus.

 

Deus não exila ninguém, nós nos exilamos, saímos fora do caminho, nos apartamos dos preceitos d’Ele, e por conseqüência, adquirimos esse coração de pedra e esse espírito sem vida, de que fala a citação bíblica que lemos. Quantas vezes eu me exilei da graça de Deus, e ao olhar para o lado não vi ninguém, só “miragens” querendo que eu as tocasse. E bastou abrir o coração para enxergar a “porta aberta”, os braços de Deus estendidos para me acolher, oferecendo-me a reconciliação, um coração de carne e um espírito novo. Uma coisa que eu percebi no “exílio da alma” foi que falta tanta coisa quando se está exilado, longe, falta até mesmo a razão. E no capítulo 12, 2, o profeta afirma: “Filho do homem, estás morando no meio de uma corja de rebeldes. Eles têm olhos para ver e não vêem, ouvidos para ouvir e não ouvem, pois são uma corja de rebeldes”.

 

Amado e amada de Deus, é hora de reconciliar-se com Deus, de voltar do “exílio”, mas com maturidade, reconhecendo um crescimento, mesmo quando você estava distante da graça, e assumir com garra a eleição de Deus em sua vida. É hora de fazer a diferença, de reparar os estragos, de pedir perdão e de ofertá-lo de coração, de reformar as atitudes. Eclesiástico 44,17-19: “Noé foi reconhecido como o perfeito justo, e no tempo da cólera tornou-se o mediador da reconciliação: graças a ele sobreviveu um resto da terra, quando houve o dilúvio. Com ele foram firmadas alianças eternas, para que ninguém mais fosse aniquilado pelo dilúvio”.

 

Nós precisamos ser também mediadores da reconciliação, assumir as alianças eternas que Deus fez conosco, retirar as pessoas do “dilúvio” em que vivem, tomarmos posse das promessas de Deus. Esta aliança foi marcada na carne de Abrãao, e na provação mostrou-se fiel” (Eclo 44,21). Quando voltamos do “exílio””, encontramos a casa cheia, não nos falta nada e a aliança com Deus é bem mais visível. Somos portadores de uma bênção nova, e temos um espírito novo em nós. E é isso que eu peço para todos os que, agora, lêem esse artigo: um derramamento abundante do Espírito Santo, para que as “miragens do exílio” dêem lugar à graça real de Deus em cada coração. Bendito seja Deus para sempre! Um grande abraço,

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