A Virgem Santa, causa da nossa alegria

Maria foi levada por Deus, em corpo e alma, para o céu. E os Anjos se alegram!
A Trindade Beatíssima recebe e cumula de honras a Filha, Mãe e Esposa de Deus… – E é tanta a majestade da Senhora, que os Anjos perguntam: – Quem é esta?

Maria subiu aos céus em corpo e alma, os anjos se alvoroçam! Penso também no júbilo de São José, seu castíssimo Esposo, que a esperava no Paraíso. Mas tornemos à terra. A fé nos confirma que aqui em baixo, na vida presente, estamos em tempo de peregrinação, de viagem; não faltarão os sacrifícios, a dor, as privações. Não obstante, a alegria há de ser sempre o contraponto do caminho.

Servi o Senhor com alegria: não há outro modo de servi-lo. Deus ama a quem dá com alegria , a quem se dá por inteiro, num sacrifício prazeroso, porque não há motivo algum que justifique o desconsolo.

Talvez achemos excessivo este otimismo, porque todos os homens conhecem as suas insuficiências e os seus fracassos, experimentam o sofrimento, o cansaço, a ingratidão, talvez o ódio. Nós, os cristãos, se somos iguais aos outros, como podemos estar livres destas constantes da condição humana?

Seria ingênuo negar a reiterada presença da dor e do desanimo, da tristeza e da solidão, durante o nosso peregrinar por esta terra. Pela fé, aprendemos com segurança que tudo isso não é produto do acaso e que o destino da criatura não é caminhar para a aniquilação dos seus desejos de felicidade.

A fé nos ensina que tudo tem um sentido divino, porque se insere no âmago do chamado que nos leva à casa do Pai. A compreensão sobrenatural da existência terrena do cristão não simplifica a complexidade humana; mas assevera ao homem que essa complexidade pode estar atravessada pelo nervo do amor de Deus, pelo cabo, forte e indestrutível, que une a vida na terra à vida definitiva na Pátria.

A festa da Assunção de Nossa Senhora propõe-nos a realidade desta feliz esperança. Somos ainda peregrinos, mas a nossa Mãe precedeu-nos e indica-nos já o termo do caminho: repete-nos que é possível lá chegar, e que lá chegaremos, se formos fiéis. Pois a Santíssima Virgem não é apenas nosso exemplo: é auxílio dos cristãos. E ante a nossa súplica – Monstra te esse Matrem , mostra que és Mãe -, não sabe nem quer negar-se a cuidar de seus filhos com solicitude maternal.

Da obra É Cristo que passa

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