Testemunho

Sou Eni Ferreira, tenho 22 anos sou da cidade de Itatiba-SP.

Bom irmãos desta família Canção Nova, no ano passado, dia 29 julho de 2002, eu saí de casa pela manhã com destino à cidade de Jundiaí para pagar umas contas. Ao sair de casa, sem que percebesse, peguei um livro para ler mais não vi que livro era; meu destino era pagar as contas e me confessar na Catedral de Jundiaí. Era exatamente 9h da manhã, tinha acabado de me confessar, saí da Igreja, quando do nada encostou um rapaz em mim e anunciou que era assalto.

Começamos a andar por um quarteirão quando chegou mais duas pessoas e me colocaram em um carro e me falaram que se tratava de um seqüestro, porém eu não tinha nada: não tinha dinheiro, não sou de família rica, desempregado…, somente vinha na minha mente: “reze, reze e reze!”.

Encapuzado andamos por muito tempo, já não sabia onde estava. Pediram minha senha bancária, um deles brincava de roleta russa com uma arma em minha cabeça, e muito drogado, dava risadas estranhas.

Enquanto um tomava conta do cativeiro que cheirava muito mal – um barraco em uma favela –, outros saíram para sacar o dinheiro; não tinha fome, somente rezava. Era uma segunda feira, e para mim estava tudo muito raivoso, pois eu sabia que dali eu não saía e estava à beira da morte.

Sem saber as horas, os outros chegaram, conversavam entre si, pediram meu telefone e eu neguei, pois não queria que minha família soubesse, pois todos ficariam aflitos. Me pegaram e me colocaram no carro novamente.

Encapuzado mais uma vez, não sabia onde me levavam. Neste tempo todo ia rezando meu rosário e com meu livro em mãos. Percebi que estávamos no centro de São Paulo, pois o barulho era muito alto de carros, metrô, helicóptero… Enquanto dois desceram, dois ficaram comigo no carro. Um deles me indagou, perguntando o que eu tinha em meu bolso. Disse que era um simples terço; então, sem pensar muito, perguntou-me se eu era sacerdote. Imediatamente neguei e falei que era um jovem PHN que procurava viver minha santidade no Senhor. Eles caçoaram de mim.

Já de volta os outros dois – que acredito que um deles era o chefe do bando –, deu a ordem de prosseguir. Andamos por São Paulo por muito tempo.

Esse tal “chefe do bando” pediu-me o livro que estava em minhas mãos. Ele pegou e abriu. Quando abriu o livro deparou com um trecho onde o mosteiro de Santa Clara estava sendo invadido pelos não-cristãos, ai ela foi avisada em seu quarto e simplesmente levantou se na janela de seu quarto o Ostensório com Jesus Sacramentado, ofuscando a visão daqueles que tentavam invadir seu mosteiro e expulsando-os.

Assim foi o que aconteceu com esses bandidos: o livro de autoria de Pe. Jonas Abib – “EUCARISTIA NOSSO TESOURO” – era o que estava em minhas mãos, que na capa tem a foto de Nosso Senhor no Ostensório, fez com que eles me liberassem, em uma avenida de São Paulo, e dizendo para mim que foi Jesus que me salvou, ainda usaram de sua providência dando-me sete reais para chegar de ônibus até Jundiaí.

Dizemos, irmãos amados, Viva Jesus Sacramentado!
Te amo, meu Jesus!

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