Só se tem saudade do que é bom...

No início do mês de novembro celebra-se o Dia de todos os santos e depois, o de finados.

É interessante ressaltar que, de todos os santos, a única preservada do pecado original foi Maria, mãe de Deus e nossa. Os outros tiveram que lutar contra as suas tendências ao pecado como o próprio temperamento, as paixões da carne, a vaidade etc. A humanidade deles precisou ser resgatada pela imensa misericórdia de Deus.

Saber da vida dos santos nos ajuda a entender nossa humanidade e a enxergar nossas más tendências como desafios a ser aceitos corajosamente, não como dificuldades, apenas. É maravilhoso pensar no Deus que se fez homem, assumiu nossa humanidade, santificando-a com seu sim ao Pai. Somos levados a reconhecer sinceramente nossos erros e nos tornamos mais humanos.

João Paulo II diz com muita sabedoria:
“Jesus, rosto divino do homem! Jesus, rosto humano de Deus!”

Deus se fez tão humano, que até a morte experimentou. Aliás, antes mesmo d’Ele próprio morrer na cruz por amor de nós, experimentou a dor de perder quem muito amava: seu amigo Lázaro. Ao ver o sofrimento da família com a morte de Lázaro, Jesus fez a coisa mais simples e verdadeira que um homem pode fazer: chorar.

O Dia de todos os santos está unido ao Dia de finados para mostrar que santidade não exclui a humanidade. Parece até que um dia prepara o outro. Pensa-se nos santos e reflete-se sobre a realidade da morte. E a visão destas duas realidades abre os horizontes da nossa fé.

Este início de mês é marcado pela santidade e pela saudade de quem se foi. Partilho com você a letra de uma música que fiz há pouco tempo e que, em breve, vai estar, se Deus quiser, no CD que gravarei:

“Só se tem saudade do que é bom,
Se chorei de saudade não foi por fraqueza,
Foi porque amei.

E se eu amei, quem vai me condenar?
Se eu chorei, quem vai me criticar?

Só quem não amou, quem não chorou,
Quem esqueceu que é um ser humano,
Quem não viveu, quem não sofreu,
Quem já morreu… E se esqueceu de deitar”.

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