Rompendo paradigmas

Certo dia, um homem entrou em um metrô com três crianças. Uma nos braços chorava muito; as outras duas, de aproximadamente cinco e sete anos, brigavam agredindo-se.

Os passageiros estavam incomodados com o desconforto que elas estavam causando, e mais incomodados ainda estavam com a atitude do pai, que não lhes chamava a atenção.

Passados alguns momentos, sem nenhuma reação do pai, uma senhora dirigiu-lhe a palavra, dizendo-lhe:

– “O senhor não poderia fazer algo com suas crianças?”

Olhando-a com os olhos marejados em lágrimas, disse:

– “Eles acabaram de perder a mãe, e eu também não sei o que fazer”.

Imediatamente, todos se voltaram para aquele pai e filhos, vendo-os com outros olhos, quando, então, começaram a acalmar as crianças na tentativa de reconfortar também aquele pai.

Aquelas pessoas precisaram romper com os paradigmas de uma viagem de metrô, onde todos entram e saem, sem se dar conta de quem está alí ao lado, no mesmo vagão, sem se encararem muito e, ao mesmo tempo, olhando-se desconfiadas.

Mas quem disse que esta deve ser a maneira de se comportar em um metrô?

Com tal atitude, elas deixaram de existir para si, preocupando-se com pessoas que nunca viram antes e que talvez nunca mais as veriam, senão naqueles poucos minutos durante uma viagem de metrô. Romperam com seus paradigmas.

Todos precisamos romper com os muitos paradigmas de nossas vidas, saindo dos “esquemas” prontos, das defesas que criamos, das grandes muralhas que nos separam das pessoas pelos conceitos e preconceitos padronizados e enrijecidos, que nós mesmos fixamos.

Romper paradigmas é deixar de lado nossa vontade de ter razão. É estar desarmado, totalmente livres de nós mesmos e abertos a tudo o que a vida nos apresenta em cada “viagem no metrô da nossa história.”

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