Ricardo Sá

Para mim, o que mais me chama atenção na vida de Santa Terezinha, e por isso, eu busco aplicar na minha vida também, é a força do amor. Não há força maior neste mundo do que o amor, e o amor concreto, porque Santa Terezinha é altamente desconcertante, por causa disso, ela não somente fala do amor, mas do amor em duas dimensões: Primeiro, o amor concreto, quer dizer aquele que é explicito; aquele amor que é afetivo, quer dizer o amor que diz “eu te amo”, é o amor que diz “você é importante para mim”, é o amor elegia, é o amor que está presente, o amor que chora com quem chora e sorri com quem sorri, é o amor do presente, do bilhetinho, é o amor da rosa que se dá, é o amor do acolhimento, é o amor do sorriso que não se nega aos outros. Esse é o amor afetivo.

Mas Santa Terezinha também fala de um amor efetivo, que é o amor de um pai que paga a escola do seu filho, é o amor de uma mãe que cuida bem da casa, é o amor de um filho para alegrar os seus pais, é o um funcionário de uma empresa que trabalha com amor e efetivamente ama a sua empresa, ama o seu trabalho… então, este amor desconcertante de Santa Terezinha, que é concreto e, por isso, ele é afetivo e é efetivo. E o outro é o amor a partir das pequenas coisas, porque nada mais desconcerta, nós que nos sentimos tão grandes por causa do pecado original, do que o amor em pequenas coisas. Impressiona-me muito, imaginar que Santa Terezinha entrou aos quinze anos no Carmelo em Lisieux, ficando ali somente durante nove anos, e, aos vinte quatro anos, morrendo num tempo em que ela foi absolutamente ridicularizada. Ela foi uma mulher que, de glória nesta terra, não experimentou absolutamente nada, ela só viveu desprezo e só viveu este sentimento tão difícil, que é a ridicularização. Ela foi ridicularizada o tempo inteiro.

Hoje, quem tem a graça de ir a Lisieux – como eu já tive – vai ver que tudo ali está, agora, em torno dela, de uma santinha que não fez nada mais, nada menos do que amar; uma santinha que, quando estava às portas da morte, foram perguntar para ela o que mais ela desejaria naquele momento, e ela pediu mousse de chocolate; uma santinha que, durante o tempo de Adoração foi muito criticada por uma freira superior, porque ela dormia diante do Santíssimo Sacramento e, ao ser repreendida, olhou para a freira e disse: “não se preocupe, se Ele precisar de mim, Ele me chama”.

Ela foi ridicularizada por um amor tão simples ao Nosso Senhor. Eu acredito neste amor, acredito mesmo, nós somos chamados a fazer muitas coisas, mas se nós não tivermos capacidade do colocarmos, pelo menos um pouco deste amor em tudo o que fazemos, corremos o risco de realizar muitas coisas e não encontrarmos sentido nenhum na vida.

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