Proteger a família

Jesus devolve a sua pureza original à dignidade do matrimônio, segundo o que Deus instituiu ao princípio da Criação: os fez marido e mulher; ‘por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher, e os dois serão uma só carne; de modo que já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe.’ (Mt 10, 1-2)

O Magistério da Igreja, custódio e intérprete da lei natural e divina, tem ensinado de modo constante que o matrimônio foi instituído por Deus com laços perpétuos e indissolúveis. O matrimônio não é um simples contrato privado, não pode romper-se por vontade dos contratantes. Não existe razão humana, por forte que possa parecer, capaz de justificar o divórcio, que é contrário à lei natural e à família. João Paulo II alentava os esposos cristãos para que, ainda vivendo em ambientes onde as normas de vida cristã não sejam tidas na devida consideração ou sofram uma forte pressão contrária, sejam fiéis ao projeto cristão da vida familiar (João Paulo II, Homilia)

Os cristãos, ao defender a indissolubilidade e santidade do matrimônio, conduzem um bem imenso a todos, e não podemos deixar-nos impressionar pelas dificuldades, inclusive os enganos que podemos encontrar no ambiente. A família ‘tem que ser objeto de atenção e de apoio por parte de quantos intervém na vida pública. Educadores, escritores, políticos e legisladores devem ter em conta que grande parte dos problemas sociais, e ainda pessoais têm suas raízes nos fracassos ou carências da vida familiar. Lutar contra a delinqüência juvenil ou contra a prostituição, e favorecer ao mesmo tempo o descrédito ou a deterioração da instituição familiar é rápido e uma contradição. (Familiaris consortio)’.

O exemplo e a alegria dos esposos cristãos tem de preceder no apostolado com seus filhos e outras famílias, e nasce de uma vida santa, da correspondência à vocação matrimonial.

Ao estar elevado na ordem sobrenatural, todo amor humano se engrandece e se afina porque, no sacramento cristão, o amor divino penetra no amor humano, o engrandece e o santifica. É Deus quem une com vínculo sagrado e santificante ao homem e a mulher no matrimônio; portanto, ‘o que Deus uniu o homem não separe’ (Mt 19, 3)

Peçamos à Santíssima Virgem, Mãe do Formoso Amor, a graça abundante de seu Filho para a família própria e para todas as famílias cristãs da terra.

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