Pessimismo: de onde vem isso?

Fiquei impressionada estes dias ao tomar conhecimento da vida de um grande homem. Um dos maiores escritores brasileiros: Machado de Assis. Estrela da primeira grandeza no firmamento da Literatura Nacional, fundador da Academia Brasileira de Letras e conhecido mundialmente. Poderíamos dizer: com tudo para dar certo e, no entanto, seus próprios escritos demonstram nas entrelinhas uma certa “insatisfação interior”.
Porque será que ele agia assim? Desde o primeiro contato com seus escritos percebia isso sutilmente, mas não encontrei resposta, até ler o depoimento de outro escritor que admiro, o Padre Roque Schneider. Lendo-o, compreendi algo interessante que me levou às descobertas que partilho.

O escritor que conquistou milhares de leitores era um homem sem fé, não acreditava em Deus. Padre Roque narra em seu livro “Como esquecer mágoas e ressentimentos” que quando lhe perguntaram, na hora da morte, se desejava o conforto da religião, e a presença de um padre respondeu secamente:
– A esta altura dos acontecimentos, seria hipocrisia de minha parte.
O seu pessimismo existencial gritou forte nesse desabafo:
– Não tive filhos. Não deixei a ninguém o triste legado da miséria humana.

Vemos, expresso nestas palavras, o sofrimento de alguém que não teve uma experiência pessoal com Deus. Sua sabedoria não foi o bastante para descobrir que a força que move e aproxima o homem do céu e, portanto, da felicidade, é Deus.

Senti uma enorme vontade de ver a vida deste homem transformada pela evangelização, mas sei que já não é tarefa minha – vivemos em tempos diferentes. Lembro-me, porém, que existem vários homens e mulheres como este por aí, e estes sim têm jeito! Tomara que você não seja um deles, mas se for, saiba que a partir de hoje tudo pode mudar…

Deus te fez para a felicidade, para o bem estar. Ame a vida, sua família, seus amigos, seu trabalho. Vibre, cante e realize, deixando a marca da bondade, da esperança, da beleza e do amor por onde você passar.

Converta seus sonhos em realidade, deixe vir à tona o potencial de ternura, talento e boa vontade que seu coração tem. Lembremos aqui a frase do escritor John Ruskin: “As flores só florescem bem nos jardins daqueles que as amam”.
Ame mais sua vida e o que ela lhe oferece e verá que ela lhe dará lindas flores, lindos frutos!


Dijanira Silva

Missionária da Comunidade Canção Nova, desde 1997, Djanira reside na missão de São Paulo, onde atua nos meios de comunicação. Diariamente, apresenta programas na Rádio América CN. Às terças-feiras, está à frente do programa “De mãos unidas”, que apresenta às 21h30 na TV Canção Nova. É colunista desde 2000. Recentemente, a missionária lançou o livro “Por onde andam seus sonhos? Descubra e volte a sonhar” pela Editora Canção Nova.

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