Pentecostes pessoal

Neste Domingo de Pentecostes a Igreja Católica comemora o seu nascimento, a partir do cumprimento daquela promessa do Pai, como recordou o Ressuscitado no dia da Ascensão – celebrado neste 1º de junho: “que ouvistes, disse ele, da minha boca; porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias” (Atos 1,4s).

Prefigurada no Antigo Testamento pela inspiração do Espírito (cf.Gn 7-8); concebida com o seu Fundador no seio da Santa Maria por ação do Espírito (cf.Lc 1); gerada no Espírito na convocação dos Doze (cf.Mc 3); confirmada como propriedade do Senhor ( cf.Mt 16); esta Igreja de Cristo que subsiste na Igreja Católica (cf.Catecismo da Igreja Católica nº 811-870), só podia “vir à luz” pela ação poderosa do mesmo Espírito Santo, que no rio Jordão ungiu a Cabeça (cf.Jo 1), e inaugurou sua Missão e agora unge o Corpo Místico de Cristo (cf. Atos 2) e assim inaugura na “Festa de Pentecostes” a vida pública da Igreja.

Partilho – na minha experiência – que diante deste itinerário da Igreja, não acredito que o cristão consiga ser Igreja de Cristo neste Novo Milênio, sem que tenha a constante experiência do batismo no Espírito Santo.

Esta certeza, começou a ser construída a partir do meu “Pentecostes pessoal” que ocorreu inicialmente em fevereiro do ano de 1993, sem o qual seria impossível eu estar hoje escrevendo sobre a Festa Litúrgica de Pentecostes.

Aconteceu que eu já havia tido um encontro pessoal com Jesus, e por isso, comecei a ter esperança em uma vida jovem e feliz que não precisasse depender da soberba, da sensualidade e do apego às criaturas e às minhas coisas. Foi no auge da minha adolescência, quando fui participar de um ‘ Seminário de Vida no Espírito’, promovido pela Renovação Carismática Católica de Apiaí, cidadezinha do interior do Estado de São Paulo, onde os meus pais ainda moram, graças a Deus. Quando num determinado dia eu ouvi falar do derramamento do Espírito Santo. Confesso que não entendi direito o que seria o batismo no Espírito Santo, como talvez você ainda não entenda! Mas, o meu interior gritou para Deus: “Ou o Senhor me dá isto, ou vou voltar na minha vida velha!”

Garanto para você que não foi uma oração de quem estava colocando Deus na parede. Não! Era a oração de quem havia um dia se encontrado com Jesus, mas se via tão pesado, a ponto de estar – não seguindo – mas se rastejando e – naquele momento da minha vida quase sem forças para seguir Jesus, como Igreja.

Entrei na fila para receber a oração, e em meio às lágrimas interiores e exteriores eu me ajoelhei diante de uma senhora que – para mim, representando Nossa Senhora – a qual tocou em minha cabeça e, em silêncio, foi instrumento daquela maravilhosa efusão do Espírito Santo em minha vida. Pentecostes pessoal! Experimentado! Sentido! E acompanhado, além dos Carismas, da certeza que: Agora sim! Em pé, vou correndo atrás de Cristo!

Neste tempo eu nem pensava em ser padre, mas se hoje eu sou Sacerdote do Altíssimo da Igreja Católica, é porque eu apenas deixei que a Promessa do Pai se cumprisse naquele momento!

E hoje, o Padre Fernando não tem problemas, tentações e más inclinações por causa do derramamento do Espírito? É graça e não mágica! Mas hoje, eu sei e creio como Igreja, mesmo ainda sem entender tudo, que o evento de Pentecostes não é para ficar limitado a um lindo dia, mas no dia, e em todos os dias da minha vida o Ressuscitado está desejoso de me fazer renascer pelo poder do Espírito Santo!

Eu contei tudo isto, por causa de você! Porque imagino que você tenha também desafios para conseguir ser Igreja neste Novo Milênio. Deus sabe! Maria intercede! É só pedir! Não sei? Peça ajuda! Já recebi e estou recebendo! Que bom, então testemunhe esta ajuda: o Pentecostes pessoal!

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