Parabéns a quem não transforma

Muito se ouve, principalmente no que diz respeito a elogios, que tal pessoa merece aplausos por atuar na “transformação da sociedade”. O conceito que se passa, obviamente, é que a pessoa mudou algo, tornou alguma coisa diferente e por isso merece toda a gratidão. Pouco ou quase nada, no entanto, se questiona sobre o real valor e benefício de tais mudanças.
Por outro lado, raramente ou quase nunca, ouve-se elogios a alguém, dizendo: “somos muito gratos a você, porque manteve as coisas como encontrou, não deixou que nada se corrompesse…”

Alerto aqui que nem toda ação transformadora da sociedade é positiva. Há muitas coisas que precisam ser mudadas, mas muitas também que devem continuar como estão.

Temos o exemplo de que com o aparato de potentes meios de comunicação e ações bem projetadas, mudaram a constituição de família no Brasil. Conseguiram propagar os divórcios, as infidelidades e esvaziar o sentido do matrimônio em muitas vidas.
No drama televisivo misturaram à fé de muita gente visões de outras crenças, dando a entender, por exemplo, que pode-se denominar católico e acreditar em reencarnação.

Há parlamentares e grupos querendo transformar a legislação brasileira no que toca a questão da vida, buscando a legalização do aborto. Fizeram assim em Cuba, onde a prática é liberada e cerca de 40% das gestações não chegam ao fim, porque as crianças são mortas nos ventres de suas mães.

Quero, portanto, elogiar quem trabalha para manter muitas coisas como elas são e devem permanecer. Parabenizo quem busca a permanência da instituição familiar constituída por um pai, uma mãe e filhos “até que a morte os separe”.
Gratidão a quem continua defendendo a vida, desde a sua concepção, para que não se permita no Brasil a morte dos mais indefesos.
Aplausos para quem deseja que conservemos a fé em Deus em todas as circunstâncias, que permaneçamos inabaláveis na Fé Católica e não mudemos de religião.

Que não aceitemos sem mais nem menos, a idéia de que quem atuou na “transformação da sociedade” merece automática celebrização. Questionemos se suas ações foram – de fato – dignas de louvor. Passemos também a valorizar quem não muda em muitas coisas que não devem ser mudadas, porque assim são em sua natureza.

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