P.H.N

Durante cinco anos consecutivos, tive a oportunidade de apresentar um programa de televisão chamado “Resgate Já”, em nossa emissora de TV Canção Nova. Neste programa, eram apresentadas diferentes formas de ações sociais, como por exemplo: Casas de apoio a portadores do vírus HIV; fazendas de recuperação para jovens dependentes químicos; pessoas que trabalham na reintegração ou foram machucadas por algum desvio de conduta, ou seja, pessoas que ao longo da vida erraram involuntariamente o “alvo”.

Uma ou duas vezes por semana – uma pequena equipe de gravação e eu convivíamos – partilhando, gravando, e é claro, que era impossível não nos envolvermos com aqueles que estavam vivendo na própria pele, as conseqüências do pecado que haviam cometido ou sofrido. Muitos não sabiam ao certo porque estavam pagando um preço tão alto, pois “bastou um vacilo”, apenas um momento: uma aventura sexual, uma injeção venal, um ato não refletido e pronto! As conseqüências tornaram-se irrevogáveis, assim, realmente muitos percebiam e experimentavam o que está escrito na Palavra de Deus: “o salário do pecado é a morte”.

Felizmente, para Deus nada é impossível, e a vida em Deus pode ressurgir, até mesmo, em situações humanamente irreversíveis. Em todas as gravações, e após esses trabalhos, rezávamos com eles, partilhávamos, ouvíamos, chorávamos, ríamos, e também nos tornávamos grandes amigos de todos, pois nascia em nós uma compaixão dessas pessoas. E assim, em meu coração, Deus já começava a colocar uma grande inspiração, a qual era a de ensinar esses jovens a dizer um não ao pecado. E teria que ser um “não” diário, pois a luta é diária. Ouvindo-os, tocando-os, vendo-os, enfim, convivendo como eles, percebi que somente um “não”, como uma atitude de coragem, poderia evitar que outros jovens tivessem o mesmo destino. Mas como levar esta proposta a eles!? Precisávamos de uma linguagem criativa, radical, empolgante, alegre, pois se tratava de uma proposta ousada, atrevida, intrépida…

E Deus nos deu essa linguagem (Pedagogia), recheada de muita criatividade, bom humor, sinceridade etc.! Deus nos deu, entre outras coisas, um programa de televisão, um programa de rádio, CD’s com canções contundentes, DVD’s, encontros, congressos por todo Brasil. Assim, “uma geração nova se levantou”: jovens que optaram por dizer um “não ao pecado dia a dia”, contando com o “sacramento da reconciliação” – como uma grande arma e antídoto contra o pecado e com “a pessoa do sacerdote” – como um grande amigo e parceiro nesta luta. De forma que, hoje, vemos essa inspiração como um sopro realmente providencial, tanto para os nossos tempos, para a nossa sociedade, bem como para a Igreja, devido aos dias difíceis que virão.

Hoje levamos essa proposta “PHN” Por Hoje Não Vou Mais Pecar – através do programa semanal “PHN” e de encontros que promovemos todas as semanas por todo o Brasil, bem como, graças a Deus, também no exterior, pois já estivemos: no Japão, Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, Itália, Portugal, etc, sendo que em todos estes países, hoje, contamos com alguns grupos que também lutam diariamente contra o pecado, ou seja, não querem mais “errar o alvo”.

O dia de hoje é um presente de Deus para nós, e ninguém tem mais o dia de ontem, da mesma forma, ninguém ainda possui o dia de amanhã – só temos o hoje, e o que vamos fazer com ele!?

O Dia de Hoje pode definir a nossa vida – dependendo do erro ou do acerto que fizermos, por isso, não podemos tratá-lo de qualquer forma, pois ele é especial e único. Deus lhe vê, escuta, e principalmente, sente o que você sente. Ele tem compaixão por excelência, sabe tudo o que precisamos. Mas Ele nos criou livres – Ele quer intervir e não interferir – convide-o e viva bem o dia que se chama “Hoje”. Não se esqueça: ele é único e muito especial!

Viver o PHN é uma aventura diária e um ato de sabedoria e inteligência, e muitos já a experimentam. Esta proposta é para todos, para todas as raças, para todas as religiões que desejam dizer não ao pecado!

“Caminhante”, o caminho não existe! O caminho se faz caminhando desde que “Hoje”, caminhemos com Deus!

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