Os segredos do namoro

1 – Deus como centro de tudo:

Isso significa que precisamos fazer tudo com Deus, por Deus e para Deus. “Aquele que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim, nada podeis fazer.” (Jo 15,5). Com certeza, não podemos fazer nada sem a graça de Deus, por isso precisamos estar unidos a Ele em nosso relacionamento e fazer do nosso namoro uma ação de Graças ao Deus que nos uniu. “Daí graças, em toda e qualquer situação, porque esta é a vontade de Deus, no Cristo Jesus, a vosso respeito.”(ITes 5,18).

A fonte de todo amor é o Sagrado Coração de Jesus, por isso, busque sempre fortalecer os laços com a oração diária e individual de um para com o outro e, sempre que possível, tire um tempo do seu namoro para rezarem e adorarem a Jesus Sacramentado juntos, pois será de grande valia para vocês dois.

2 – Instrumento de salvação:

Quando Deus nos escolhe, não é simplesmente porque quer nos salvar, mas também porque tem uma missão para nós e, no caso do namoro, Ele confia a missão de um ser instrumento de santificação e de salvação para o outro, onde um ajudará o outro a cada vez mais a ser uma pessoa de Deus e se encontrar com o Salvador, pois por mais que nossa(o) namorada(o) nos ame e seja uma pessoa de Deus, ela(e) não pode nos salvar, apenas nos ajudar a encontrar a salvação em Cristo Jesus. “Sou eu, sou eu o Senhor, não há outro salvador a não ser eu.”(Is 43,11).

3 – Ter uma meta:

Não podemos namorar simplesmente por namorar e curtir a vida, é preciso se estabelecer metas. Como citei acima, precisamos santificar um ao outro, pois nossa meta maior é o Céu.

Costumamos afirmar que o casamento é um namoro que deu certo, por isso não podemos brincar de namorar, pois estamos construindo o alicerce de um Sacramento da nossa Igreja, ou seja do Matrimônio, então, é preciso sempre eu estar me questionando: O que eu quero com este relacionamento? Onde quero chegar?

4 – Partilha e transparência:

Se o casamento é um namoro que deu certo, podemos afirmar também, que o namoro é uma amizade que deu certo, por isso nunca podemos nos esquecer que a melhor forma de namorar e de conduzir um namoro santo é pela amizade, com muita partilha, transparência e não tendo respeito humano nenhum.

“Conhecereis a verdade e a verdade vos livrará.” (Jo 8,32), pois já que fomos chamados a viver a santidade em nosso namoro, muitas vezes, precisaremos corrigir um ao outro e isso nem sempre é fácil, muitas vezes dói – parece até que “arranca pedaço” – mas é preciso, pois se pararmos para pensar na correção fraterna como a poda de uma planta e, se esta planta pudesse expressar o que ela sente em cada poda, com certeza, nos diria que não gosta de ser podada, mas ela sabe o quanto aquela poda a fez crescer e se fortalecer.

5 – A graça do reencontro:

Tenho em mim que tudo precisa de equilíbrio para permanecer na graça de Deus, portanto tudo que está desequilibrado, está fora da graça de Deus.

Um sério risco de desequilíbrio que corremos no namoro é o de namorar todos os dias, não que seja proibido namorar todos os dias, mas quando o fazemos, corremos o sério risco de cair em uma rotina, em uma obrigação de estar junto, em um namoro fechado, onde os amigos já não passam a fazer parte, já que estamos ocupando todos os nossos dias para ficar namorando, correndo o sério risco, até mesmo, de esfriar o sentimento de um pelo outro. Também não acredito que tenhamos tanto assunto assim para partilhar tendo a necessidade de se ver diariamente. Digo isto, pois o namoro é um tempo de crescimento a dois, onde a partilha e a transparência, como já citei acima, precisam ser primordiais e, por conseqüência, os afetos contidos em um namoro e quando invertemos esta ordem, o namoro começa a ficar enjoativo. Em geral, estes namoros tendem a não durar muito tempo.

Quando evitamos namorar todos os dias, estamos criando no outro a expectativa do reencontro e esta é a graça que retempera o amor, fortalecendo cada vez mais os laços de um para com o outro, pois sempre existirá em ambos uma expectativa de se reverem.

6 – Reconciliação:

Começo dizendo duas coisas:

“Quem ama, perdoa; quem perdoa ama” e vou além, pois: “Quem ama, dá o primeiro passo.” Por isso é preciso estar claro em nossos corações que, por sermos pessoas imperfeitas, sempre existirão atritos entre nós, seja pela diferença de temperamentos, maneira de pensar de cada um, a história de vida de cada um, e, nesse ponto principalmente será exigida muita paciência, compreensão e acolhimento de ambas as partes, até mesmo pela diferença de cultural de cada um.

O namoro perfeito, com certeza, não é aquele aos quais não existem os conflitos – já que também isto é ilusão – mas sim aquele em que sempre a reconciliação se faz presente nos momentos de conflitos e desentendimentos.

Já que as diferenças são inevitáveis de um para com outro e, com isso, aparecem os conflitos e os desentendimentos, é preciso olhá-las não como barreiras, mas sim como riquezas, verdadeiros tesouros que nos farão crescer e santificar-nos.

7 – Estar em estado de graça:

Precisamos estar em estado de graça e isto que dizer que precisamos sempre estar em comunhão com Deus, eliminando tudo aquilo que nos afasta Dele: o pecado. A melhor forma de isso acontecer, é eliminando as situações que nos levam a isto, as situações de queda.

É neste ponto que a partilha e a transparência se fazem mais presentes, não podendo haver respeito humano entre os dois, pois precisamos dizer um ao outro em que o namoro não está sendo construtivo, principalmente nos afetos, pois muitas vezes, o que para um é normal e não tem problema algum, para o outro, um simples toque pode levar a uma excitação e, com isso, abrindo uma brecha para o pecado.

Precisamos fechar as portas para o inimigo de Deus em nosso namoro, pois mais do que estar preservando nosso namoro, nossa união de um para com o outro, estaremos preservando nossa união com Deus, por isso o assunto deixa de ser apenas namoro e sim, salvação. E, com salvação não se brinca.

Queiramos estar na bênção de Deus e também na bênção dos pais, pois eles precisam abençoar e autorizar o namoro dos filhos, já que foram constituídos pelo próprio Deus para ser autoridade e canal de bênçãos para nós; portanto, quem obedece não erra!

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