O Pentecostes dentro do Cenáculo

“Chegando o dia de Pentecostes estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados.” (Atos 2,1-2)

Dirigi-me a Jerusalém logo na manhã de domingo, com o desejo de vivenciar a experiência dos antigos apóstolos no Cenáculo. Entrando na sala, arcos, colunas, piso em pedra, pequenos refletores lembram a luz do Espírito Santo manifestado no local há dois mil anos atrás e descritos nos versículos acima que ainda hoje, traz ao local do Pentecostes, milhares de cristãos de todo o mundo.

Fiz questão de me colocar em silêncio. No primeiro momento rezei, reli a passagem bíblica daquele dia, meditei os mistérios gloriosos e depois fiz questão de observar cada pessoa que entrava naquela grande sala. Na simplicidade do ambiente, a manifestação da fé relembra a antiga realidade: diversos povos, de diversas línguas oram, agradecem, fazem os seus pedidos, se reúnem para juntos proclamar que o Espírito Santo é a luz que preenche e une as necessidades de nossa fé.

Adultos, jovens e crianças. Muitos rezaram em línguas, outros se puseram em silêncio. Alguns, carregavam instrumentos musicais para expressarem, através de dons artísticos, a glória de Deus manifestada neste ambiente. Foi o caso de um grupo de 25 peregrinos evangélicos americanos da cidade de Corona, na Califórnia.

“Estar aqui em Jerusalém, ler a Bíblia orar a Deus e pedir a promessa do Pai é uma experiência única. É muito diferente vir aqui e enxergar, tocar em tudo o que aconteceu um dia” – afirma Mike Rodriguez.

Conversar com os visitantes é somente uma confirmação da obra que observei durante a maior parte da manhã deste domingo. Deus é criativo e é interessante perceber que em cada pessoa o Espírito Santo age de uma forma diferente. Mas uma coisa é comum: o sentimento de paz que já é semeado em cada peregrino no início do trajeto ao Cenáculo, junta-se ao verde do local e ao canto dos pássaros. Mas o sentimento completa-se somente a partir de um coração aberto à graça de Deus. Para isso não é preciso vir a Terra Santa, o sentimento é interior, mas aproveitar a oportunidade de se fazer um grande retiro espiritual aqui, é deixar que o Espírito Santo faça morada no Pentecostes diário de sua vida.

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