O mundo tem saudades de Francisco

Festejamos nesta semana com muita alegria aquele que é um dos maiores santos da história da igreja em todos os tempos. Mas, Francisco de Assis, é uma referencia não somente para o mundo católico ou cristão. Homens de diversas religiões, ateus e pessoas de boa vontade, encontram no pobrezinho de Assis, um modelo para a vida.

A primeira virtude de Francisco, entre tantas, a ser exaltada é reconhecer nele um homem profundamente de Deus. Dele, podemos dizer “é um milagre aos nossos olhos”. Viveu sua juventude em meio aos prazeres deste mundo, ambicioso, generoso e cheio de pretensões mundanas.

Desejo de se tornar um cavaleiro e guerreiro honrado na guerra que agitava sua cidade natal, Assis e Perugia a cidade vizinha. Assis perdeu a guerra e Francisco vai preso e depois de recuperado parte para outro combate, em Apulia, quando cai doente e receba uma ordem de Deus, para que volte para Assis. Com a alma abatida, e o coração sedento começa a partir daí um fenômeno de mudança interior, de conversão de vida e de atitudes que revoluciona sua vida de muitos contemporâneos seus e de homens e mulheres que o seguiram em quase 800 anos de conversão deste santo.

Mais tarde, ele recebe a ordem de Deus de “reconstruir a sua Igreja”, no primeiro momento ele entendeu que se tratava da pequena Igreja de São Damião em ruínas e abandonada, mas, logo percebe que o templo de Deus no coração dos homens era que de fato precisava de recuperação.

Começando de sua própria vida, ele abandona tudo que poderia significar apego a este mundo, abandona as suas luxuosas roupas e vestes-se como um pobre eremita, vive a mais radical pobreza em sincero amor aos pobres, amor este que brota do seu encontro com Jesus Crucificado, sua grande paixão, que na cruz não tinha nem suas vestes. Depois de tudo abandonar ele descobre o seu grande inestimável tesouro e exclama com uma alegria inexplicável: “Meus Deus, e meu tudo”.

Francisco, se torna um homem perfeitamente evangélico, a ele nada mais interessa a não se “viver o evangelho” e seguir “Cristo pobre e crucificado”. Descobre a fraternidade universal como valor a se cultivado. Conversa com o Sol, a Lua, os animais, “somos todos irmãos, filhos do mesmo Pai, criador de todas as coisas”, dizia o irmão de Assis.

Francisco é o grande arauto da paz, abandonou as armas do mundo e pregou e promoveu a paz entre os homens: dos homens com a natureza, dos homens entre si, e dos homens com Deus.

A paz brotava do seu coração sempre alegre, era um homem profundamente carismático, vive em constante louvor e chegava a chorar estaziado quando reconhecia que: “Tanto amor, não era amado”.

Nem um santo da Igreja Católica, nenhum outro homem, a não ser claro o próprio Jesus, tinha tantos seguidores e admiradores como Francisco de Assis, o segredo de sua grandeza está no caminho que até muitos seguidores de Cristo abandonaram: a pequenez e a humildade.

Sua grande luta até morrer foi para se fazer o mais pequeno entre os homens e Deus o fez grande. Como diz João Paulo II, “Francisco o Mundo tem saudades de ti”.

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