O grito que devemos dar

Fico tentando imaginar a reação daquelas pessoas na passagem do Evangelho de São João onde Jesus no meio de uma festa chama a atenção de todos com um grito: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba quem crê em mim… do seu interior manarão rios de água viva”. (Jô 7, 37-38)

A palavra diz que era o dia mais importante da festa, com certeza o dia onde havia o maior número de pessoas.

Imagine hoje, por exemplo, uma festa muito importante da sua cidade, onde se reúne uma multidão de pessoas todo ano; diga-se de passagem, que, todo ano esta festa é muito tranqüila, aparecem as mesmas pessoas, conversam-se as mesmas coisas…Política, religião, esporte, etc. Mas naquele ano algo de “esquisito”; uma pessoa no meio da multidão solta um grito – quem sabe no microfone – “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba quem crê em mim”. Qual seria a reação das pessoas? Talvez elas diriam: “alguém fala para este doido ficar quieto”. Ou então “chamem a polícia”. As pessoas cochichariam uma com as outras: “é mais um desses religiosos fanáticos fundamentalista”.

A verdade é que a reação das pessoas naquela região na época de Jesus não foi diferente. Uma prova disto está nos versículos seguintes (40-46) onde as pessoas discutiam e até mandaram prende-lo. É claro que era uma cultura diferente da nossa, tanto no aspecto político quanto religioso, e talvez seja uma comparação meio que grotesca, mas olhando pelo lado espiritual veremos que, o grito de Jesus é o mesmo para os nossos dias.

As pessoas estavam perdidas, não sabiam o futuro do povo de Israel, oprimido pelo império romano esperavam o Messias, aquele que traria a realeza, o poder, à liberdade ao povo judeu. Jesus sabia que o Espírito Santo convenceria o mundo a respeito do pecado e também que ele era o Messias, o enviado do Pai, por isso a palavra diz: “Ele disse isto falando do Espírito que haviam de receber os que acreditassem nele”. (JO 7, 39)

Irmãos é triste constatar que o povo de Deus está na mesma situação; a única coisa que mudou é a região, e o império romano pagão e depravado daquela época se transformou nas novelas, nos filmes, programas de tv e músicas totalmente sensualizadas com a mesma opressão sobre o povo. E os “Herodes, Pilatos, Neros” daquela época são os escritores de novelas de hoje (cujo objetivo é destruir a família), e os compositores dessas músicas ‘pornôfonicas” que estão junto com as danças transformando as cidades e a sociedade em verdadeiras “Sodoma e Gomorra”

Não precisa nem conversar com as pessoas, basta andar nas ruas, nos shoppings, nos lugares públicos, e olharmos o seu semblante, os seus olhos, e constatar que estão morrendo de sede. São ovelhas sem pastor feridas pelos lobos que citei acima.

O grito de Jesus continua muito forte nos dias de hoje, talvez mais forte ainda por ser estes que nós estamos os últimos, e sinceramente, eu gostaria de gritar bem forte no ouvido das pessoas: “Vocês que estão sendo escravizadas por estes meios, vocês que estão vivendo uma vida desregrada no sexo, no homossexualismo, nas drogas, vocês que estão nas falsas doutrinas, no espiritismo, nas filosofias orientais, vocês que estão no comodismo, na omissão mergulhados neste sistema egoísta, mergulhados na” nova era “, vocês que estão na depressão, que não tem mais vontade de viver; Vão até Jesus, creiam Nele e bebam a Água vivificante que jorra do seu coração; Ele é a felicidade, Ele mata a sede que existe em sua alma, ele é o batizador, é Ele que mergulha você no Espírito Santo!”.

Precisamos ser este grito de Jesus, não só nos púlpitos, mas nas festas como fez Jesus, nas escolas, nas universidades, nas nossas casas. Nós sabemos que nossos irmãos estão morrendo de sede, e o pior é que, eles têm este poço dentro deles mesmos, mas não sabem beber, e por isto precisamos gritar: “Hei, você que tem sede, o Espírito está em ti, e Jesus quer lhe dar de graça esta Água viva”.

Irmãos, se não gritarmos as pedras gritarão.

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