O Dedo de Deus

Estamos iniciando um novo ano. Tempo de projetos, de esperanças e de sonhos. Que seja um ano de bênçãos para todo o povo de nossas comunidades! Que sejam renovados os nossos bons propósitos de continuar o nosso serviço evangelizador, a promoção da justiça, o respeito aos direitos humanos, o testemunho de Cristo Jesus. E, para combater o desânimo e os temores, a insegurança e o medo, os obstáculos e provações, precisamos contar com a segurança que nos vem da fé. Fé em Deus, confiança em Jesus, o filho de Maria. Ele, nosso Mestre e guia, nosso Salvador e libertador. É com Ele, que aprenderemos a vencer o desamor, a superar obstáculos, a combater a violência… É sob o seu nome de Príncipe da Paz que buscaremos os caminhos do diálogo e da concórdia, da convivência serena e das alegrias perenes.

Neste ano João Paulo II nos convida à construção da paz, com uma tocante mensagem que apela ao perdão pois “sem o perdão generoso e sincero a paz não vingará estável e duradoura e, todo progresso restará vão”. Que a Mãe de Jesus seja inspiradora de todos os que, nestes tempos desafiantes, se propõem a construir a paz, no seguimento do Evangelho.

A Igreja abre o novo ano com a solenidade de Maria, Mãe de Deus e a liturgia da Palavra (cf. Números 6, 22-27 e Lucas 2, 16-21) deste primeiro dia do ano fornece um caminho para os nossos passos ao encontro do futuro com maior esperança e paz interior. Esta garantia nos vem da fé. Ela nos ajuda a olhar o futuro com otimismo e na certeza de que nos dias que vão chegando haverá sempre o encontro com o Deus que nos ama e nos salva.

O evangelho insiste que Jesus significa Deus salva, de modo que Jesus é o rosto humano do Pai, a manifestação da ternura divina. Por Jesus sabemos que Deus é o melhor Pai do mundo.

Quando lemos que “Maria guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração”, temos aí um modo de ler os acontecimentos, reconhecendo a presença do “dedo de Deus” na história. Um Deus de amor e de sabedoria, que dará paz interior e capacidade de semear a paz. À Maria, confiemos este novo ano com seus dias e horas, para que se convertam em oportunidades para construir a paz e sonhar com a “terra sem males”.

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