Novo estilo

Durante muito tempo, as fases por que passava a humanidade eram classificadas de acordo com as “tendências” da época. No “inconsciente coletivo” era armazenada uma mesma forma de pensar e expressar que gerava períodos com características comuns, as quais, por sua vez, eram fontes do que se criava e produzia, gerando assim os chamados estilos.

Assim nasceram os “estilos de época”, que traduziam nas artes um pensar e um agir de determinada ala da sociedade. Tudo o que se criava era conforme as particularidades e peculiaridades de um estilo que cabia e continha o gosto de cada um e que era comum a todos.

É claro que, em se tratando de manifestação do pensamento humano, as tendências não ficavam apenas em expressão artística, mas invadia ciência, educação, economia e até mesmo, religião. Se pensarmos no que fizeram na época do Iluminismo, do Positivismo e do Racionalismo, por exemplo, é bem fácil vermos que cada um, a seu modo, gerou tendências que, embora passadas, influenciam de uma certa forma, até hoje, o nosso modo de pensar ocidental. Tais períodos foram responsáveis por uma gama de produtos, personagens e opiniões em diversos campos do conhecimento, que infelizmente ou felizmente ainda estão vivos em nós.

Fala-se agora em globalização. O mundo sem fronteiras, uma economia global, uma língua comercial e única, uma moeda forte…

Poderemos chamar a globalização de “estilo de época”? Talvez não! Porém, há de se dizer, que a exemplo do que acontece com as tendências e estilos, ela tem mudado a forma de pensar e o comportamento mundial. O estilo individual se esvaiu. Perdemos referências. Somos o que querem que sejamos. Se eu quiser um tênis, por exemplo, haverá de ser o que está se usando ou ao menos, o que todos conhecem, mesmo que não o tenham. Ainda que eu não goste do modelo, ora, todos estão usando. O “eu” não pensa como si, mas sim como “todo mundo”. Globalizamos até os sentimentos!

Em contrapartida, é preciso dizer que este fenômeno mundial pode ser um grande aliado do cristão, quando este globalizar o amor e, se o querer bem for a grande tendência que gerasse o estilo de amar. Longe de parecer uma opinião ingênua, esta deve ser a nossa mola-mestra, a base das nossas ações. Criaremos assim um mundo sem fronteiras para o outro, em cumprimento do mandamento do Senhor Jesus.

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