Nossa árvore de Natal

Uma família tinha este lindo costume! Armavam a árvore de Natal no início do mês de dezembro, mas sem nenhum enfeite. Só podia colocar algum enfeite quem fizesse no dia alguma ‘boas obras‘.

Todas as noites, quando se reuniam para rezar, partilhavam com simplicidade as ‘boas obras‘ do dia. Se a família reconhecia, na experiência contada, uma boa obra, aquela pessoa tinha o direito de, naquela noite, colocar um enfeite na árvore de Natal.

Você imagina a festa e a ‘santa competição’ todas as noites, especialmente entre as crianças. Só tinha o direito de colocar um enfeite na árvore de Natal daquela família as ‘boas obras‘ reconhecidas por todos.

Durante todo este ano de 2001, a nossa família Canção Nova foi montando, com lindos enfeites, uma maravilhosa árvore de Natal. Vou contar-lhes uma das ‘boas obras‘ que nós fizemos juntos. Digo ‘fizemos juntos’ porque você e todos aqueles que contribuem com a Canção Nova é que dão a chance para que coisas lindas assim possam acontecer.

Eu ouvi da boca do próprio seu Antonio Barbosa, que mora em Cuiabá, Mato Grosso. Ele mesmo me contava:- ‘ Olha, Pe. Jonas, eu tomava todos os dias duas garrafas de pinga. Às dez horas da manhã, eu já tinha tomado a primeira garrafa… Fumava quatro maços de cigarro por dia… E andava sempre armado: eu era ‘o seu Antonio Barbosa’, temido por todos, pelo seu revólver carregado de balas na cintura. Andei atirando em pessoas e fiquei preso.

Um dia, entre onze horas e meio dia – eu já tinha tomado a minha garrafa de pinga – liguei a televisão e caiu no canal 53, aqui de Cuiabá. Era um programa diferente, que eu nunca tinha visto antes. A Luzia estava rezando e disse, de repente: – “Você que bebe e não consegue parar de beber… você que fuma muitos maços de cigarro e não consegue largar de fumar…” Ela apontava para mim e continuava falando… Daí a pouco, o padre José Augusto apontou bem o dedo para o meu lado e foi dizendo: “É você mesmo… é com você que eu estou falando”. Eu até desliguei a televisão… Daí a pouco, quando eu voltei a ligar, o padre José Augusto voltou a dizer: – “Não é com outra pessoa que eu estou falando… é com você mesmo…”. Era comigo mesmo, – me dizia o seu Antonio Barbosa – graças a Deus e à Canção Nova, eu larguei de beber, eu larguei de fumar, eu tirei o revólver da cintura… e já faz mais de um ano… nem sei como agradecer a Deus. Depois de quarenta anos, eu voltei para a Igreja… Hoje só quero viver para a família e só trabalhar para Deus na Canção Nova‘.

Seu Antonio Barbosa é aposentado e se dedica inteiramente com o voluntário na Canção Nova de Cuiabá. Esta é uma das ‘boas obras‘ que nós fizemos juntos. Veja: quanto vale a vida e a recuperação deste homem? Nós tivemos a graça de devolvê-lo para Deus e para a sua família. Hoje ele é um ‘novo homem’.

Quanto vale isso? Durante todo este ano, mesmo sem saber, você foi colocando bolas coloridas e brilhantes e muitos outros enfeites na nossa árvore de Natal, todas as vezes que nos enviou a sua contribuição. Porque é esse dinheiro abençoado que você nos envia todos os meses que nos dá a chance de fazermos ‘boas obras‘ tão lindas, como essa que lhe contei.

Tenha a certeza: a árvore de Natal da nossa família Canção Nova está cheia de muitas ‘boas obras’ que fizemos juntos, por causa da sua fidelidade mês a mês.

Olhando para esta linda árvore de Natal, os anjos cantam: ‘Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por Ele amados‘. É assim que se faz um Mundo Novo. É assim que se semeia a paz! Você deu a muitos a graça de ter um Feliz Natal!

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.