No Cume

Em um dia de convivência com meus irmãos, após um breve cochilo na rede estendida na varanda, saí para caminhar e, mesmo com dificuldades, vi-me seduzido a subir um grande morro que, à primeira vista, assustava, mas a curiosidade de ver o que se mostrava lá de cima era maior.

Pus-me a subir, ofegante, corpo cansado e vontade de desistir.

Enquanto subia, em meu ser se dava muitos questionamentos. Da mesma forma que lutava para chegar ao topo, dentro em mim, travava uma luta ferrenha com meus princípios, minha vocação e meu chamado à vida de Missionário.

Lá de cima, cercado de uma densa cadeia de montanhas, com suas multiformas e diversos matizes de verde, percebi-me tão pequeno, tão sem sentido, que chorei.
Percebi que o nada que aparentemente sou, chocas-se com a grandiosidade que Deus criou exatamente, para que dela, à Sua criação, eu desfrutasse.

Então, imerso na beleza daquelas paisagens, encontrei-me com Deus que fez-me lá subir porque desejava mostrar-se como Ele é: Tão grande, que meus olhos, perdidos no horizonte, não o avistariam, mas tão pequena que, humilde, se dá a mim, na Eucaristia.

Entendi que Deus é a humildade por excelência, porque no silêncio da Sua criação, fala do Seu amor por nós. Amor que é puro, santo…, Amor que nos vê, tão pequenos, como a maior de Suas obras.

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