João Paulo II condena a guerra

Hoje, em sua tradicional audiência das quartas-feiras o Santo Padre João Paulo II, refletiu em sua catequese o Salmo 117 ‘Canto de alegria e de vitória’. Eis a síntese feita em língua portuguesa:

Caríssimos Irmãos e Irmãs:

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque eterno é seu amor. Diga a casa de Israel: Eterno é seu amor! (…) Digam os que temem o Senhor: Eterno é seu amor!’ (Sal 118[117],1-4)

Consta que Jesus cantou este salmo ao finalizar a Última Ceia. A liturgia de ação de graças da Nova Aliança, inaugurada com a Eucaristia, encontrou na expressão deste Salmo uma admirável conclusão. Ao considerar estas primeiras estrofes, nos sentimos convidados a cantar, como novo Israel em união com o Redentor, o amor imperecível que o Pai sente pelo seu Filho, que Se fez obediente com o fim de expressar este amor.

Saúdo cordialmente quantos me escutam, nomeadamente os peregrinos portugueses vindos do Porto. Desejo-lhes todo o bem, com as graças e luzes do Espírito Santo, em frutuosa preparação espiritual de um santo Natal. Com a minha Bênção Apostólica.

Depois de ter saudado os peregrinos em suas diversas línguas, o Santo Padre fez um apelo de paz para a Terra Santa.

‘Sinto a necessidade de exprimir os meus sentimentos cordiais pelas novas vitimas da absurda violência que continua a ensangüentar a região medio-oriental. Ainda uma vez repito com a alma consternada que a violência nunca resolve os conflitos, mas somente os aumenta com suas dramáticas conseqüências. Lanço um novo urgente apelo a Comunidade internacional, para que sempre com maior determinação e coragem ajude Israelenses e Palestinos a romperem esta inútil espiral de morte. Sejam retomadas imediatamente as negociações para que se possa finalmente alcançar a tão desejada paz’.

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