Jesus, sempre à nossa espera...

Pacientemente estás aguardando
à margem da minha vida, Tu, ‘pescador divino’.
Não sei quanto tempo já levas: horas, dias…
Talvez anos!

Viste ilusoriamente como me aproximava
da ‘isca’ que me lançavas, mas nem assim…
Eu não fisgava.

Mas embora, não cansado, porém esperançoso
e dizendo: ‘bem, outro dia será melhor’.

E agora vejo que segues minhas idas e vindas
à água da vida, porque me amas;
que não queres Te aproveitar de mim,
como fazem os outros, senão que, pelo contrário,
me dás mais água, mais rio, mais lago, mais mar.

‘Pescador de homens’, à maneira divina:
obrigado por tuas esperas aborrecidas e monótonas;
perdão pela indiferença em provar
o manjar que me davas.

Poderia a mãe se esquecer do filho que gerou,
mas não Tu, do homem que criaste,
de mim, teu filho, que regeneraste um dia
nas águas batismais.

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