Generosidade e espírito de serviço

A Virgem dá-se de tudo o que Deus lhe pede. Nossa Senhora manifestou uma generosidade sem limites ao longo de toda sua existência aqui na terra. A Virgem não pensa em si mesma, mas nos demais. Trabalha nas tarefas da casa com a maior simplicidade e com muita alegria; também com grande recolhimento interior, porque sabe que o Senhor está n’Ela. Em Maria comprovamos que a generosidade é a virtude das grandes almas, que sabem encontrar a melhor retribuição em haver dado: “De graça recebestes, de graça deveis dar” (cf. Mt 10, 8).

A pessoa generosa sabe dar carinho, compreensão, ajudas materiais…, e não exige que a queiram, a compreendam, a ajudem. Dá e se esquece que deu. Aí está toda sua riqueza. Descobre que amar “é essencialmente entregar-se aos demais” (João Paulo II, Alocução). O dar alarga o coração e o torna mais jovem. À Virgem, lhe suplicamos hoje que nos ensine a ser generosos, em primeiro lugar com Deus, e logo com os demais.

Junto à Maria descobrimos que Deus nos tem feito para a entrega, e que cada vez que nos “reservamos” para nossos planos e para nossas coisas, às costas d’Ele, morremos um pouco. O “nosso” se salva precisamente quando o entregamos. A generosidade com Deus há de manifestar-se na generosidade com os demais: “o que fizeste com um destes, comigo o fizestes” (cf. Mt 25, 40).

A generosidade com os demais manifesta-se de diversas maneiras: saber esquecer imediatamente as pequenas ofensas que ocorrem na convivência; sorrir e fazer a vida mais amável aos demais; julgar com compreensão aos demais; adiantar-se nos serviços menos agradáveis do trabalho; aceitar aos demais como são; um pequeno elogio; um tom positivo numa conversa. E, sobretudo, facilitar o caminho a quem nos rodeia para que se acheguem mais a Cristo. É o melhor que podemos dar.

O Senhor recompensa aqui, e logo no Céu, nossas provas, sempre pobres, de generosidade. Porém, sempre com têmpera. “É tão grato, que um elevar de olhos recordando-se d’Ele, não passa sem recompensa” (Santa Teresa, Caminho de Perfeição).
Quem leva em conta até as menores de nossas ações, como poderá esquecer a fidelidade de um dia após outro? O Senhor dá o cêntuplo por um, por cada coisa deixada em prol do seu amor. Um dia ouviremos: “Vem bendito de meu Pai, ao Céu que te havia lhe prometido!” (cf. Mt 25, 34). Ouvir estas palavras de acolhida à eternidade já haveria compensado a generosidade. Entra-se na eternidade pelas mãos de Jesus e de Maria.

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