Eu me amo?

Não sei se você já se fez esta pergunta, ou parou para analisar a profundidade dela. Digo isto porque foi para mim uma porta que se abriu para muitas descobertas em minha vida.

Temos em mente um conceito do que é amar: Amar a Deus, amar ao próximo, mesmo que eles sejam nossos inimigos. Mas, me amar?

O maior de todos os mandamentos é “amar a Deus sobre todas as coisas”, e o segundo deles é “amar o próximo como a nós mesmos”, e isso é uma coisa que todo cristão sabe, mas será que vivemos, ou temos a consciência do que é viver estes mandamentos?

Estou dizendo estas coisas, pois uma vez eu parei para meditar o seguinte fato que estava em meu coração: “ Será que tenho me amado o suficiente, pela forma que tenho tratado meus irmãos?”

A partir deste questionamento pude descobrir o quanto eu precisava me amar, e por isso era difícil amar meus irmãos, quanto mais a Deus.

Eu cheguei a esta conclusão: a partir de simples perguntas que fui me fazendo como: Eu me aceito do jeito que eu sou, com cada membro que meu corpo possui, e da maneira que são? Eu me acho bonito? Gosto de minhas atitudes em determinadas situações? Eu já me perdoei por tudo o que fiz de errado comigo e com os outros? Acredito naquilo que faço, em meu potencial?

E pelas respostas que eu tinha diante destas perguntas, fui vendo o quanto eu precisava me amar, me aceitar, me perdoar… E esta foi a resposta para toda dificuldade de amar que eu tinha, e se eu não tomasse esta decisão de me amar, já que amar é uma decisão e não um sentimento, seria muito difícil eu amar concretamente alguém, e principalmente a Deus.

Não é muito difícil encontrarmos duras verdades dentro de nós, quando procuramos com sinceridade, e apesar de ser um processo doloroso, digo que é essencial, pois precisamos saber o que temos dentro de nós, para que possamos nos conhecer e entender melhor nossas reações, mesmo porque não há nada de oculto que não venha para a luz (Mc 4, 22).

E quando conhecemos e sabemos o que temos dentro de nós, fica mais fácil Deus trabalhar em nós, pois estaremos apresentando a Ele, nossa verdade, e quem realmente somos. E isso acontece porque quando entregamos as causas dos problemas e das dificuldades a Deus, as conseqüências (nossas atitudes), certamente, vão sendo transformadas rapidamente, e isto a Palavra de Deus já nos ensina: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”(Jo 8, 32).

Jesus é o médico das almas, e também o maior interessado em nossas cura, mas Ele não pode fazer o que não deixamos. Por isso abramo-nos a Deus e deixemos que Ele venha curar nosso coração, para que consigamos amar, ou seja realizar Seus mandamentos em plenitude, já que quem ama cumpriu todos os mandamentos.

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