Em busca da Verdade

– Nossa! O que é isso? É de comer? É algum tipo de doença?
Se você nunca ouviu estas palavras pode se impressionar, mas não se assuste. Pode ser que você conviva com isso mais de perto do que imagina.

Paralogismos e sofismas são raciocínios falsos, porém, com aparência de verdadeiros.
Há uma pequena anedota que ilustra o que isso significa:

Um cientista estava estudando as aranhas. Colocou uma delas em cima da mesa e disse: –“Anda, aranha” e ela andou. Depois disso, arrancou uma das patas da aranha e disse novamente: –”Anda, aranha!” e ela andou. Então, foi arrancando as patas do animalzinho, uma a uma, e sempre dizendo: –”Anda, aranha!” e a pobre, mesmo com dificuldade, continuava andando. Até que arrancou a última e repetiu várias vezes: –”Anda, aranha! Anda, aranha!”…. e a aranha não andou mais. Conclusão do cientista: “As aranhas – sem as patas – ficam surdas”.

Gracejos à parte, isto é um exemplo útil para entendermos o paralogismo. Uma conclusão falsa, absurda (de que as aranhas, sem patas, ficam surdas), a partir de elementos aparentemente reais (–“Anda, aranha!” E a aranha não andou mais).
A diferença básica entre sofisma e paralogismo é que, no primeiro, o raciocínio falso é usado de má fé, com a intenção de enganar. E no segundo, pode ser apenas um engano casual.

Um outro exemplo clássico de sofismo é a questão “Deus e a pedra”:
“Deus, o Todo-Poderoso, foi desafiado a criar uma pedra tão pesada que nem Ele a pudesse carregar. Ele aceitou o desafio, mas logo percebeu que se a criasse, estaria impossibilitado de levá-la, deixando de ser Todo-Poderoso. Por outro lado, se não fosse capaz de criar tal pedra, deixaria de ser o Todo-Poderoso também.”

Isso é um sofisma. É falso. É evidente que quem desenvolveu este raciocínio tinha a má intenção de fazer com que as pessoas não cressem na onipotência de Deus.
Mas o que isso tem a ver com a nossa vida, com o nosso dia-a-dia? Muita coisa… Freqüentemente, somos enganados por paralogismos e sofismas.

Muitas vezes, nós mesmos somos os autores destes raciocínios falsos. Reunimos elementos, fatos, conversas, desconfianças, entre outros, montamos o “quebra-cabeça” e tiramos conclusões erradas, às vezes, até absurdas, a respeito de pessoas, fatos e de circunstâncias. Nunca aconteceu com você de concluir algo e depois perceber que estava completamente enganado? Envergonhado, confesso que comigo isso já ocorreu.

Às vezes, criamos fantasias em nossas mentes, geralmente, por medo de ser enganados ou traídos. Imaginamos, a partir de observações aparentemente verdadeiras, coisas como “Estão falando mal de mim…”, “Humm…estou percebendo… Estão conspirando contra mim…”, “Fulano não gosta de mim…”, “Estão me enganando…”, etc. Criamos, então, raciocínios falsos, ou seja, paralogismos. Isso só nos faz sofrer desnecessariamente. E o antídoto para isso é a VERDADE e a CONFIANÇA EM DEUS.

Em primeiro lugar, precisamos buscar manter nossos relacionamentos calcados na VERDADE. Que as pessoas se acostumem a escutar apenas verdades de nós, que acostumemos a ser verdadeiros e que evitemos falar mal das pessoas, especialmente, pelas costas. Quanto mais formos verdadeiros e leais, mais afastaremos de nós o “fantasma” da mentira.

Se tivermos por hábito enganar pessoas, acabaremos por não conseguir confiar em ninguém, quando for necessário, porque mesmo sem perceber, nossa mente faz com que pensemos que os demais podem estar nos enganando, assim como nós também o fazemos. Conseqüentemente, começamos a desconfiar de todos, e a partir disso, para criarmos situações fantasiosas em nossas mentes (paralogismos) é só um passo.

As pessoas são falhas e pecadoras; têm virtudes, mas também têm defeitos, e pode acontecer que, em alguns de nossos relacionamentos, sejamos realmente enganados e traídos. É por isso que se formos enganados, precisamos oferecer isso a DEUS e CONFIAR n’ELE. O Senhor é justo! Só que precisamos entregar a situação a Ele. “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!” (Mateus 5: 6)

Se nos deixarmos marcar por este tipo de experiência negativa, vamos viver constantemente desconfiados, temerosos de que essas feridas voltem a doer. Deus não quer isso para nós. Pois isso é uma forma de escravidão. Ele nos quer livres. Se depositarmos a nossa confiança e nossa esperança n’Ele, Ele não nos decepcionará!

Os sofismas também estão bem próximos de nós. Algumas pessoas os criam para justificar certas atitudes ou opiniões, que não são justificáveis, mas há quem faça uso deste tipo de recurso para não ter de se rever e mudar. Um exemplo comum disso é o de pessoas que resistem em deixar vícios. Conheço um homem que é alcoólatra, precisa deixar de beber por motivo de saúde, mas não quer. E sempre que morre alguém jovem e sem vícios, ele fala: “Não bebia, nem fumava e olha aí: morreu novo. ‘Fulano de tal’ que bebe, tá velho e vivo até hoje”. Há até aquela canção que diz a mesma coisa: “Eu bebo sim, estou vivendo, tem gente que não bebe e está morrendo…” Isso é um sofisma. A pessoa está enganando a si mesma e tentando enganar os outros, para “justificar” seu vício.

Precisamos ter cautela… Paralogismos e sofismas não passam de engano. Podem ser até perigosos, pois têm aparência de verdade, mas não o são. O fato de alguém conseguir “provar” um raciocínio, não significa que seja verdadeiro.

É necessário evitar estes enganos, evitar praticá-los e estar atentos para não nos deixar enganar por eles.

Só a VERDADE tem valor. Jesus é o caminho, a VERDADE e a vida. Quem O ama, ama a VERDADE. Se permanecermos na VERDADE, ela nos libertará!

Deus nos abençoe com a VERDADE em nossas vidas!

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