Celebração Eucarística

“Ficai sempre alegres, orai sem cessar. Por tudo daí graças, pois esta é a
vontade de Deus a vosso respeito, em Cristo Jesus.” 1Ts 5,16-18

Não vou à Missa dominical por obrigação. Vou porque sou chamada a ela para dar graças a Deus em Cristo e por Cristo;para me encontrar com meus irmãos de fé e fazer uma experiência religiosa. Coloco sobre o altar minha vida, meus trabalhos, lutas,angústias e vitórias.Tudo o que tenho e sou é graça de Deus, por isso, recolho tudo o que vivi durante a semana e levo para que Cristo apresente ao Pai. Depois, iluminada e vivificada, volto à minha família e meu trabalho com disposição de ser luz e vida para meu irmão.

A SC número 7 nos diz que “Para levar a efeito obra tão importante Cristo está
sempre presente em Sua Igreja, sobretudo nas ações litúrgicas”. Assim quando o celebrante preside a Eucaristia, não é ele quem a preside, mas o próprio Cristo. Da mesma forma, quando alguém proclama a Palavra, é Cristo quem o faz. Para uma festa, fazemos antes preparativos, e o mesmo deve acontecer quanto à celebração da Eucaristia. O próprio Missal trás algumas indicações para preparação do altar, presbitério e credência.

É matéria para o sacrifício da Missa: o pão de trigo (segundo a tradição de
toda a Igreja), e ázimo (conforme a tradição a Igreja latina) ; o vinho de uva
natural e puro e a água Em alguns casos bastante específicos e com autorização
própria, suco de uva puro poderá substituir o vinho.

Toda a comunidade celebra, mas faz-se necessário formar uma equipe onde cada
um terá uma função definida e que deverá agir em perfeita harmonia.

O canto é de grande importância na celebração litúrgica pois é o meio mais simples e eficaz de evangelizar, mostrando que o caminhar da fé ultrapassa a expressão racional das palavras. Ele deve unificar o grupo, dando assim um caráter comunitário a este povo que se reúne para celebrar. Alguns cuidados precisam ser tomados e para que o canto seja litúrgico ele não deve ser uma adaptação de melodias profanas ou simples “cantos de encontros”,mas deve ser feito para a liturgia e deve se integrar perfeitamente à parte da celebração onde está sendo executado. – por exemplo, um canto que fala de oferta de pão e vinho, jamais deverá ser executado no final da celebração; assim como um canto que fala de ordenação sacerdotal, não é indicado para um casamento.

Durante a celebração todos cantam: o solista, o coral, o povo. O solista e o coral fazem parte da assembléia que está reunida, devem pois ajudar a manter a firmeza do canto e não sufocar os demais. Vale ainda lembrar que se canta em qualquer celebração: Missas, Celebração da Palavra; Adoração ao Santíssimo; Oração do Terço; Celebração da Penitência; Exéquias, etc. O canto sempre é importante e bem vindo, mas deve acompanhar o rito. Os cantos de procissão de entrada, das ofertas, da comunhão, da entrada da Bíblia, têm um sentido processional, e terminada a procissão, também ele será encerrado. Cantos próprios como Glória, Santo, Cordeiro de Deus, aclamações a Oração Eucarística, Pai Nosso,e o Amém da doxologia final da Oração Eucarística, devem ser cantados por toda a assembléia. O “ Amém” final da Oração Eucarística é o mais importante dentro da celebração . Exprime a lorificação de nosso Deus e deve ser cantado de forma aclamativa e comunitária. Durante a Consagração entretanto, não se deve dedilhar instrumentos ou cantarolar. É momento de grande silêncio, de contemplação do grande mistério de Cristo que se faz
presente.

O Catecismo da Igreja Católica, no número 1157 vem nos dizer: “O canto e a música desempenham sua função de sinais de maneira tanto mais significativa por “estarem intimamente ligados à ação litúrgica”, segundo 3 critérios principais: a beleza expressiva da oração, a participação unânime da assembléia nos momentos previstos e o caráter solene da celebração.Participam assim da finalidade das palavras e das ações litúrgicas: a glória de Deus e a santificação dos fiéis.”

Muito temos ainda a conhecer sobre o canto nas celebrações e algumas publicações podem nos ajudar nesta tarefa:

· A música na Pastoral do Brasil – CNBB

· Animação da vida litúrgica no Brasil – Doc 43 CNBB

· Catecismo da Igreja Católica

· Reunidos em nome de Cristo- IGMR

· Sacrosanctum Concilium

Ceoliles Gaio
Formada em Teologia pela Arquidiocese de Brasília – DF
E-mail: iagaio@tvcancaonova.com

Conheça o Site da Comunidade Canção Nova de Brasília:
cancaonova.com/brasilia

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