Católicos devem ser fiéis à doutrina da Igreja

O Cardeal Eugênio de Araújo Sales, Arcebispo Emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro, criticou àqueles que, chamando-se “católicos”, discordam do ensinamento oficial da Igreja, e declarou que os católicos devem ser fiéis aos ensinamentos e doutrina da Igreja.

Em sua habitual coluna semanal, o Cardeal carioca mostrou que “vivemos numa época profundamente marcada pelo hedonismo” e por isso “dois elementos se inserem em nosso comportamento: o relativismo total e o subjetivismo egoísta”. “Eles enfraquecem nossas deliberações e abrem caminho a erros, que têm suas conseqüências ainda em nossa existência temporal”, afirmou.

O Cardeal escreve que Deus nos outorgou uma doutrina e que cada um de nós “somos livres para observá-la, mas daremos contas do bom ou mau uso da liberdade, de nossa conduta, da interpretação subjetiva que cria obstáculos à prática do bem”.

“Deduz-se dessa consideração – disse o Card. Sales – o dever fundamental de lealdade à Igreja e à sua doutrina”. Neste contexto, “bem podemos avaliar a importância do alto grau de lealdade que deve ornar o caráter do eclesiástico e pessoas consagradas, sem excluir os leigos”.

O Arcebispo emérito afirmou também que “se o Evangelho é a Revelação de Deus aos homens, a aceitação plena do mesmo, sem subterfúgios, é um dever de cada fiel” e, por tanto, trai a Jesus “quem submete seu ensinamento a um relativismo que torna o corpo doutrinário sujeito às interpretações que cada um lhe quiser dar”.

“Diante destas considerações, bem podemos avaliar a importância de ser leais para com a Igreja e sua doutrina. Ela não nos ensina uma moral mais ou menos conveniente. É guardiã do divino legado que nos veio de Jesus e de seus Apóstolos. Quando fala, baseia-se no fundamento único: a Revelação transmitida pelo Magistério autêntico. Esse comportamento é uma tradução prática de nossa fidelidade ao Fundador”, comenta o Cardeal.

Segundo o Cardeal Sales, todo cristão deve se questionar “se ele, servindo a seus próprios caprichos ou aos instintos da vida meramente animal, ou se ele opta realmente pelo Cristo e sua lei nova, como última norma de vida”. “Se Jesus Cristo é o Filho de Deus feito homem, então tudo, a cultura, os interesses grupais, a política, deve ser visto e julgado à luz desse Cristo, porque Cristo é a medida de toda cultura”.

O Arcebispo conclui a sua coluna convidando aos católicos a “um exame profundo de nossa consciência, do comportamento pessoal, de reação às pressões da opinião pública, à luz do ensinamento de Cristo transmitido pela Igreja”, como “um excelente exercício neste período quaresmal”.

Fonte: ACI

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