Caímos dentro do rio e o carro começou a afundar

“Venho contar um pouco de minha vida. Na minha adolescência eu passei por muitas dificuldades, pois não tinha “Deus” em minha vida. Passei por um estágio que só queria beber, só que não fiquei só na bebida. Comecei a procurar coisas diferentes, como ‘maconha e cocaína’.

Tinha medo de procurar ajuda, medo de alguém contar para meus pais. Pois nunca passou pela cabeça de meus pais que eu era usuário de ‘drogas’, pois eu sempre fui o ‘queridinho’ da família. Nunca tinha feito nada de errado. Isso na cabeça de meus pais.

Mas apesar de tudo isso não estava feliz, porque faltava algo em minha vida, mais tinha em minha mente que era Deus, mais até então não tinha forças para conhecê-lo.

Quando estava com vinte anos, fui pular carnaval em Minas Gerais, eu e mais três “amigos”, então começamos a pensar o que iríamos levar e só vinha porcaria. Exemplo: muitas cervejas, litros de vinhos, maconha, cocaína. Pulamos a primeira noite de carnaval em Minas Gerais. Fizemos tudo o que era de ruim, mas não estava bom. Decidimos ir para o litoral (Ubatuba-SP). Lá também não prestou. Só bebedeira e mulherada à vontade, do jeito que o encardido gosta.
Então decidimos ir embora, só que não tinha mais neurônios para pensar, não conseguimos sair do centro da cidade.
Foi indo, foi indo conseguimos sair da cidade, mas não conhecia nada.

Para ter uma idéia, subimos a serra e não sabíamos onde estávamos. Conclusão: sofremos um acidente, pois o motorista dormiu no volante. O carro chegou a capotar seis vezes. Caímos dentro de um rio e o carro começou a afundar. Foi um desespero só. Foi só por Deus que conseguimos sair vivos de lá.
Então, cheguei em casa e meus parentes disseram-me: -Fábio, você precisa procurar Deus.

E eu, nada de procurar. Só tirava gozação da cara deles.
Passou esse acidente e continuei na mesma. Passaram alguns meses, sofri outro acidente. Só que desta vez foi de moto. Ralei-me todo. De novo, meus familiares: -Fábio, você tem que tomar jeito. Procure Deus… E eu, nada.

Minha família, como é muito católica, participam de um grupo de oração e sempre estavam me convidando, e eu nada… Ria deles.
Até que um dia, meu irmão estava conversando com seu amigo e comentaram que eu estava precisando de oração.

Então fiquei com aquilo na cabeça: porque outras pessoas vão rezar por mim se eu posso ir pessoalmente? Então, tomei coragem e falei com meu irmão que iria conhecer seu grupo. Ele ficou muito feliz.
Chegando no Grupo de Oração, começaram a orar em línguas e pensei comigo: estão todos loucos. Vou sair daqui. Mas veio uma coisa que não sei explicar: Fique! Fique! Fique! Decidi ficar. Então no decorrer da oração, veio uma menina e fez uma oração particular comigo. Eu me senti tão bem! Todos me davam atenção.

E fiquei pensando no mundo lá fora. Porque eu tenho que voltar lá? Não quero mais. Vou viver a palavra de Deus. Desde este dia, estou indo freqüentemente nas missas. Estou confessando sempre. Comungo todos os dias.

Eu me inspiro muito na Canção Nova. Na minha opinião, deveria ser transmitida em rede nacional, para que esses jovens tenham o mesmo conceito que eu estou tendo agora.

Levo o símbolo do PHN no meu coração”.

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