Amor: Deus, você e eu!

“Nisto todos reconhecerão que sois meus discípulos: No amor que tiverdes uns para com os outros”. (Jô 13,35).

Deus nos fez família, comunidade, sonhou com a realidade de nos amarmos e assim contagiarmos o mundo; veio trazer fogo a terra e o que deseja senão que ele se acenda? Somos responsáveis pela continuação do reino que Cristo veio implantar, somos chamados ao amor, Aquele que É, voltou seu olhar sobre nós, confiando no exemplo e na capacidade que nos deu, também em nossa boa vontade, pois a graça sobrevém em uma natureza apta, sobrenatural, sob o natural.

Diz: “Permanecei no amor”. (Jô 15,9), mas ao contrário do que a palavra ¨permanecer¨ indica, não nos é pedido para estacionarmos, pararmos, mas a darmos passos, seguir em frente, continuar, o amor não cansa nem se cansa, o amor é uma decisão. Nele se encontra todas as respostas, nele esta a plenitude da lei, o porque e para que de fazermos todas as coisas e fora dele não há finalidade alguma.

O segredo, ou o obvio da santidade esta em nos colocarmos diante de Deus que é o Amor e Dele recebermos o que temos de dar. Falamos, escrevemos e até cobramos as pessoas em relação ao amor, mas tudo é em vão se você e eu não nos deixarmos primeiramente sermos profundamente amados por Ele.

Deixemos-nos ser tocados, atingidos, feridos por quem conhece até os porões de nosso inconsciente. Prostrados como Saulo, levantemos Paulo, quebradiços como Simão, fortes como Pedro. No amor se encerra e inicia todas as coisas, nele podemos ser e assumir nossas verdades, por melhor ou pior que sejam, pois não há prisões para os que estão nele. Só quem ama é verdadeiramente livre e torna livre a pessoa amada.

Ame e faça o que quiseres, dizia Agostinho; No fim seremos julgados pelo amor, falava João da Cruz e Teresa se alegrava ao pensar que Só o amor contava. E porque nosso coração insiste em ir por outros caminhos? Não há nada que o amor não faça, ninguém que o resista, assim exclama o profeta: Seduziste-me e eu me deixei seduzir… Entende? Porque muito mais do que o querer de Deus, é necessidade do homem, que é necessidade de Deus.

Traduzamos isso em atos, gestos, embora exija violência, afinal o reino é conquistado pelos violentos, pelos que põem a mão no arado, que olham nos olhos do Senhor e não voltam atrás. Nos unamos para amar, porque diferenças, falhas, pecados todos temos, mas a disposição para o novo, para o belo, o real, para o fim último que é amar e deixar-se amar, que o mundo não conhece, ou quem sabe, nem aquele que esta aí ao seu lado. Você poderia demonstrá-lo?

Ele nasceu, viveu, caminhou conosco neste mundo e agora esta aí no sacrário mais próximo de você e também dentro de ti. Corra até Ele, permita-se acolher e todas as coisas lhe serão dadas por acréscimo.

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