Amar: um conceito de luta

O filme “300” (Os 300 de Esparta) passa a imagem da liberdade que era exigida na Grécia antiga e como era importante a união e a garra, sendo que um exército de 300 homens precisaria batalhar contra um exército de dezenas de milhares de guerreiros. Ao assisti-lo, o que chamou minha atenção e me deixou intrigado foi a técnica empreendida nos combates. A determinação tática da guerra era claramente definida e cumprida com rigor. Numa guerra não se pode vacilar. O inimigo vem preparado para ganhar e só ganha quando mata. O “estilo” espartano de guerrear era o de defender a quem estivesse próximo. Atacar, defender-se e, principalmente, DEFENDER quem estivesse mais próximo. Eles formavam grupos como se fossem casulos de escudos, em forma circular, de modo a repelir toda a lança arremessada pelo inimigo. Nesta formação conjunta, coesa, circular e precisa, a defesa era perfeita. Quando o inimigo se aproximava o ataque era poderoso, e enquanto um soldado lutava – para defender sua própria vida – tinha todo o cuidado com a vida do companheiro, num raio de 360 graus. O mais importante era proteger a vida do companheiro, por conta dos ataques inesperados do inimigo, tanto nos flancos como nas retaguardas.

Esse diferencial os tornava quase invencíveis e muito temidos pelo inimigo, pois estavam preparados e muito bem treinados na arte de guerrear individualmente – sendo ofensivos e defensivamente unidos. Isso dava ao rei a confiança de enfrentar milhares de guerreiros com apenas 300 soldados, pois a segurança de cada um estava nas mãos do outro.

Trazendo isso para nossa contínua guerra contra o inimigo de Deus e nosso inimigo, temos uma lição a aprender: Defender o irmão contra todos os ataques que chegam de todos os lados, como a calúnia, a mentira, a fofoca, o cometário negativo, enfim, todos os “dardos” (flechas) inflamados que voam nos ares e nem sempre temos um escudo em nossas costas e em nosso flanco. Um escudo de oração. Um escudo de verdade, de transparência, de AMOR. Um escudo de prudência, de amizade. Escudo de irmão.

NÓS CRISTÃOS ESTAMOS NUM CAMPO DE BATALHA, SUJEITOS A TODAS AS FORMAS DE ATAQUES – VINDOS DE TODOS OS LADOS. Como está nossa estratégia de defesa? Individualista? Do tipo: “Salve-se quem puder?” Eu ataco e me defendo e o outro que morra? E quem o defende? VOCÊ DEFENDE ALGUÉM? E a vitória será de quem?

Não são apenas milhares que formam a frente de batalha do inimigo de Deus, mas milhões de espíritos do mal espalhados pelos ares, prontos para nos devorar vivos. Não podemos fortalecer esse exército, fazendo parte de suas articulações e planejamentos mundanos – executados nos cantos, no escuro, nas costas e que são mortais para nossas almas.

Vamos assimilar o modo espartano de guerrear? Formando famílias em que o principal objetivo é a DEFESA do outro. Vivendo o amor e a reconciliação. Deixando nosso General, que é o CRISTO JESUS, liderar esse planejamento estratégico para o qual Ele mesmo deu a vida por cada um de nós.

Somos SALVA-VIDAS num Projeto Dai-me Almas. São muitas Almas que temos de salvar para Deus. É uma guerra constante. Esse resgate só será do tamanho que Deus espera de cada um de nós, se nossa estratégia “espartana” for a da DEFESA uns dos outros.

Nosso Treinamento diário: AMAR – AMAR – AMAR. NOSSO MAIOR ATAQUE E NOSSA MELHOR DEFESA.

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