A vitória é do Brasil!!!

O Arcebispo emérito do Rio de Janeiro, Cardeal Eugênio Araújo Sales congratulou-se pela vitória do time auriverde que permitiu ao Brasil conquistar seu quinto campeonato mundial de futebol, mas disse que podem e devem ser tiradas lições de humanidade da Copa Mundial.

O Cardeal lembrou que durante um mês, nações inteiras receberam exemplos válidos de comportamento e atitudes corretas. Povos distantes, de costumes diversos, se confraternizavam em torno a algo nobre, qual seja o espírito esportivo, que se baseia na obediência a regras, na convivência digna e no respeito mútuo. Passado o calor das disputas, adversários momentos atrás, se confraternizam através dos abraços e trocas de camisa”.

Segundo o Purpurado brasileiro, numerosas virtudes humanas manifestaram-se durante a Copa Mundial Coréia-Japão 2002, a pesar dos excessos em muitas celebrações. “O amor à Pátria, simbolizado no respeito por ocasião dos Hinos dos países envolvidos na peleja e a lealdade na busca da vitória são lições eloqüentes de como os homens devem conviver. As falhas cometidas, não só recebem a condenação, mas revelam a importância da educação doméstica, necessária nesses momentos de exaltação. A grosseria e a deslealdade põem a nu o caráter de quem as comete. O autocontrole, que é adquirido desde o lar e no preparo para as competições, é de grande importância na vida pessoal e pública”, afirmou.

Outra virtude nos esportistas é, segundo o Cardeal Sales, “a autodisciplina, de que fala São Paulo”, que “revela todo o seu valor na busca da vitória”. “O jogador de futebol não deve ser avaliado pelo desempenho no campo, mas pelo comportamento dentro e fora do gramado”. “Isso se aplica, de modo particular, na prática da lealdade e autodomínio nos jogos. O mesmo se diga do juiz e seus auxiliares. O relacionamento dos jogadores com os aficionados do futebol passa a gozar de grande peso, pelo exemplo de sua vida, inclusive particular”.

“Por essas considerações e tantas outras –acrescenta o Purpurado -, a prática dos esportes, em geral e, de maneira particular, no futebol, desempenha um papel importante no comportamento pessoal e social”. “Chegamos ao fim desse extraordinário evento esportivo”, diz o Cardeal; ao afirmar que a uma só equipe, neste caso o Brasil, “cabe o regozijo pleno pela vitória final”; mas “para todos os participantes, uma recordação dos bons momentos vividos e o dever do aproveitamento das lições em favor de uma Humanidade mais unida e solidária, promotora da Paz e da Concórdia”. “E mais próxima de Deus, nosso Pai”.

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