A maturidade plena

“Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos. A alegria do coração é a vida do homem e um inesgotável tesouro de santidade. A alegria do homem torna mais longa a sua vida.” (Eclo 30,22s)

Este texto é como um programa de oração de cura interior para o estágio da idade adulta. Precisamos descobrir a plenitude de Deus em nossa vida a partir daquilo que somos.

Para que possamos ser felizes sendo aquilo que somos, a primeira grande coisa a fazer, segundo o texto do livro do Eclesiástico, é: jogar a tristeza para longe do seu coração. O que me torna feliz ou infeliz não são as coisas exteriores, por isso o Eclesiástico diz que é preciso cultivar a alegria, não entregar a sua essência à tristeza, não se atormentar; este é um caminho.

A primeira coisa a fazer para não entregar a alma à tristeza é: “Não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos!”. O que é uma tormenta? É uma agitação! Atormentar a si mesmo é ruminar idéias e acontecimentos negativos da infância, da adolescência e da idade adulta; é olhar os seus fracassos com uma lente de aumento.

A sociedade nos impõe a falsa idéia de que o adulto é alguém que está pronto, que não amadurece mais, que tudo em sua vida já está estabelecido.

O que mata o matrimônio? O que mata o sacerdócio? O que mata o entusiasmo no trabalho? A rotina! E rotina é você fazer as coisas como se já soubesse fazê-las. Este é o primeiro erro das nossas vidas: contar os dias como se fosse só um dia após o outro. Esquecemos que, hoje, é o primeiro dia do resto de nossas vidas, aliás, hoje, é o único dia da nossa vida, o ontem não voltará, passou. E o amanhã é um dia que nunca vem, todo dia tem o seu amanhã. Viva o dia de hoje, como se fosse o último, como se você estivesse começando hoje, assim começará a saborear a vida.

“A alegria do coração é a vida do homem e um inesgotável tesouro de santidade”.

A idéia que temos das pessoas “santas” é de que são emburradas, mas emburrado não pode ser santo. A santidade está relacionada à alegria. A alegria no homem torna mais longa a sua vida, porque ele saboreia a vida.

A santidade está relacionada com a alegria; alegria que não vem de fora, não é euforia. Euforia é uma alegria baseada em situações e pessoas. Triste daquela pessoa que coloca a razão da sua alegria nas coisas exteriores, porque não conseguirá ser feliz.

A vida é uma viagem que você faz uma vez só (cf. Hb 9,27) e depois acabou, por isso viva bem. Aproveite para saborear a vida, para ver o lado bonito das situações, das pessoas, para vibrar, para olhar as dificuldades como fonte de amadurecimento, como fonte de crescimento.

A tristeza ou a alegria não está baseada em situações exteriores, está baseada numa decisão e numa atitude.

Tenho Deus, o Senhor está em mim e age em minha vida, por isso quero ter um coração voltado para o Alto. É meu dever e minha salvação louvar ao Senhor em todas as circunstâncias, até nas situações difíceis.

Do livro: “Homens e mulheres restaurados”

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