A Fecundidade do Amor

1. O amor é a mais bela expressão da vida e por isso comunica espontaneamente a vida. São Tomás de Aquino afirmou-o numa fórmula, hoje consagrada: “amor est difusivum sui”, isto é, o amor expande-se a si mesmo, difunde-se à sua volta.

É esta característica do amor que explica o mistério da criação. Deus, o amor absoluto – “Deus é amor” (1Jo. 4,8-16) – que exprime, desde toda a eternidade, a fecundidade desse amor, na vida íntima da Santíssima Trindade, na geração do Filho e na inspiração do Espírito Santo, concretiza-a também na criação do universo e do homem. Deus cria a partir do amor e para o amor; o homem foi criado por amor e para o amor.

Esta expansividade do amor exprime-se, na nossa vida, de maneiras muito simples: uma pessoa feliz ajuda os outros a serem felizes, alguém que ama, traça à sua volta, um rasto de luz e de vida. É por esse mesmo dinamismo que a Igreja, amada por Jesus Cristo, reflete no seu rosto, para os outros homens, a luz de Cristo.

O amor gera no coração das pessoas que amam e são amadas, um dinamismo, uma inquietação, que as faz sentir-se enviadas a testemunhar o amor. Essa força é a origem, por exemplo, do dinamismo missionário e apostólico e do ardor de todos os grandes apaixonados pelo serviço dos outros homens. O fruto espontâneo da fecundidade do amor é semear o amor, amando cada vez mais os que já amamos, descobrindo que amar é anunciar e comunicar a vida. Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo. 10,10).

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