Sociedade

Economia e política se misturam em muitos aspectos

Em quais aspectos Economia e Política se misturam?

Segundo o economista americano, Thomas Sowell: “A primeira lição da economia é a escassez: nunca há o bastante de algo para satisfazer todos aqueles que o querem. A primeira lição da política é ignorar a primeira lição da economia”. Logo, pode-se notar que Economia e Política se misturam em muitos aspectos. E isso é independentemente do país ou regime de Governo (presidencialismo, parlamentarismo, monarquia etc.). Sem uma boa gestão governamental e eleições democráticas periódicas, não existe uma boa política capaz de fazer o bem comum.

Sem responsabilidade na economia, com orçamento governamental equilibrado, inflação sobre controle, crescimento e geração de empregos, não há como atender aos requisitos mínimos para se ter uma boa política que atenda aos cidadãos e contribuintes. A política é a arte de fazer o bem comum. A Economia, dentre outra definições, é a ciência que estuda e propõe a melhor forma de usar os recursos. Tal forma deve atender ao maior número de interesses possíveis e sem desperdício.

Economia e política se misturam em muitos aspectos

Foto Ilustrativa: bluebay2014 by Getty Images

“A política não deveria ser a arte de dominar, e sim a arte de fazer justiça” (Aristóteles)

Em tempos de eleições, a temperatura dos debates costuma subir, seja entre candidatos ou entre eleitores. As conversas e mensagens no celular são a todo instante sobre verdades ou mentiras, as chamadas Fakenews. Mensagens que este ou aquele candidato proferiu em algum momento. Mas, o cidadão de bem, o trabalhador, a dona de casa, o empresário, os estudantes e comerciantes querem mesmo é sentir uma melhora em suas vidas.

Não importa as promessas, mas o que as pessoas são capazes de perceber como qualidade de vida, por exemplo, o emprego; o aumento do poder de comprar; preços que não subam além da normalidade. O que ainda precisa ser incorporado no dia a dia do debate político é que: a Economia por si só já é uma grande ferramenta da política. O sinal mais evidente de que os políticos andam “pisando na bola” com a população, é a falta de recursos para saúde, educação e segurança.

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O “jeitinho brasileiro” precisa acabar

O “jeitinho brasileiro” que ora parece estar caminhando para seu fim, com o crescimento da consciência de boa parte dos brasileiros, que veem, na corrupção, o grande mal do Brasil, é a pedra de tropeço para nos tornarmos uma nação próspera e segura. Esse “jeitinho” precisa ser extirpado de uma vez por todas.

Quando os políticos não são responsáveis com os impostos arrecadados (leia-se o seu e o meu dinheiro suado e sofrido) o impacto é imediato.

Há pouco tempo, o Brasil e, talvez, o mundo, observava admirado o nosso país que sediava uma Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016); os dois dos maiores eventos esportivos mundiais. Mas, a irresponsabilidade econômica e a política, juntas, com a promoção de tais “ilusões” e construções de estádios bilionários, não demoraram a trazer dores de cabeça.

Os cidadãos é que estão pagando a conta. Um desastre político seguido de uma crise econômica sem precedentes na história.

“O castigo dos bons que não fazem política é serem governados pelos maus” (Platão)

Precisamos ter esperança no Brasil, ter Fé que somos capazes de recuperar o tempo perdido. Economia e Política andam juntas. Nunca é tarde para se debruçar sobre as propostas econômicas dos candidatos. A tarefa não acaba no dia das eleições, isto é, precisa monitorar. Eleitores desatentos fazem políticos-funcionários sem patrão, que gastam e vivem como querem. Cidadãos atentos, que cobram resultado, são os principais ingredientes para uma grande nação.

Deus abençoe o nosso Brasil!


Bruno Cunha

Economista, Professor e Missionário da Comunidade Canção Nova, Bruno Cunha possui 20 anos de experiência na área de Finanças, Macroeconomia, Mercado Financeiro, Economia, Educação Financeira, Finanças pessoais e Administração Financeira e Orçamentária. Mestre em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Taubaté (UNITAU), possui MBA pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente, é professor e assistente de coordenação do curso de Administração na Faculdade Canção Nova (FCN).

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