Cada pessoa tem uma maneira própria de ser, e o mundo é melhor por ser assim. Mas temos em comum o fato de nos relacionarmos uns com os outros e sabermos que os relacionamentos são mais frutuosos quando são marcados pelo afeto — ou seja, um sentimento de carinho que se tem por alguém e que se expressa de diversas maneiras, embora com o mesmo objetivo: demonstrar que aprecia e ama. Para uns, demonstrar afeto é fácil e prazeroso; para outros, é difícil e até constrangedor. Tudo depende da relação que se tem com a vida.
A necessidade humana de afeto e a vida amorosa
Quem não foi desejado pelos pais nem recebeu afeto nos primeiros anos de vida, provavelmente, tem mais dificuldades de acreditar no amor do que quem viveu a experiência de ser acolhido e amado desde sempre. Mas tanto um caso como o outro têm necessidade de experimentar o amor traduzido em afeto e, até mesmo de maneira inconsciente, são inclinados a buscá-lo em tudo o que fazem.

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O afeto tem um poder extraordinário de nos revigorar, e quem já recebeu um abraço em momentos difíceis entende bem o que digo. E não para por aí! Uma boa risada, um olhar amoroso, uma mão amiga, um coração sincero que nos acolhe, independentemente dos nossos erros, e tantas outras expressões de afeto trazem sempre um colorido especial aos nossos dias.
Por que o afeto é fundamental no relacionamento amoroso?
Quando o assunto é relacionamento amoroso, aí nem se fala: o afeto é fundamental!
Não imagino um casal de namorados, por exemplo, que raramente se abraça e se beija, ou poucas vezes se olha trocando cumplicidade. Não que o afeto seja só isso, mas digamos que seria o mínimo para um casal que se ama. O afeto, a meu ver, é também uma forma de diminuir a distância entre nós, que amamos, e a alma do amado, onde mora o amor.
O poder do abraço e a conexão profunda
Experimento isso, por exemplo, quando abraço afetuosamente meu marido. Sinto-me mais perto do centro do seu ser, que podemos chamar de coração; assim, no mistério desse encontro, sou envolvida não só por seus braços, mas também pela força que emana de sua alma, fazendo-o ser o que é e chamando-me a ser quem sou.
Os benefícios para o corpo e para a alma
Acredito que seja por razões como essa que estudiosos exaltam tanto o poder de um abraço, até mesmo como meio para alcançar a cura do físico e da alma. Não só o abraço, mas o afeto em si, expresso de forma ordenada, traz inúmeros benefícios aos relacionamentos, proporcionando, consequentemente, uma vida mais plena e feliz.
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Afeto x Apego: compreendendo a diferença para amar verdadeiramente
O que não pode acontecer é confundirmos afeto com apego, principalmente em um relacionamento amoroso, pois quanto mais nos apegamos a uma pessoa, menos chances temos de amá-la verdadeiramente, já que apego é egoísmo e não tem nada a ver com amor.
Além disso, experiências comprovam que quando tentamos preencher os espaços vazios da nossa alma com a presença exclusiva de uma pessoa, é muito fácil nos decepcionarmos com ela e mais vazios nos tornarmos. Portanto, cuidado: ninguém, a não ser Deus, que é o próprio amor, pode preencher totalmente o coração humano, e o afeto é bom e benéfico, desde que submetido a essa verdade.
Amar sem pretensão de colheita
Amar é viver o desafio de plantar, cultivar e contemplar os frutos sem a pretensão de fazer a colheita; é ter a coragem de sair de si mesmo e doar-se, a exemplo de Jesus, sem esperar ser amado; é escolher plantar a felicidade no coração do outro e ser feliz só por isso.
Vá além dos muros da indiferença
Então, seja afetuoso sem jamais deixar de amar, pois é o amor expresso com afeto que torna seu relacionamento mais pleno e dá sentido a todas as coisas, mesmo às mais ordinárias do dia a dia[5]. Vá além dos muros da indiferença e ame mais, abrace mais, pois já está provado que os benefícios do amar compensam os sacrifícios que ele implica.
“Então, ama! Ama e expressa teu amor sem medo nem culpa, desprende-te de quem te retém, mas não recuses receber nem dar um afeto amoroso”.






