A juventude e suas oportunidades
Todas as pessoas, sem exceção, buscam a felicidade. Qualquer coisa que você faça ou deixe de fazer é por acreditar que assim você vai ser feliz. Creio, contudo, que, na juventude, o anseio pela felicidade palpita mais forte no interior do coração humano.
A fase da juventude é a mais difícil na vida de uma pessoa – já dizia um bispo. Na idade infantil, não nos preocupamos com nada, tudo fazem e decidem por nós; na idade adulta, geralmente, já estamos instalados, com a vocação definida, com o caminho escolhido. A juventude, no entanto, é a fase das decisões a serem tomadas, das respostas cobradas, dos sonhos a serem abraçados e da busca pelo sentido da vida por excelência.

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Muitos caminhos são apresentados ao jovem e faz-se necessário compreender uma regra básica: nem tudo é bom, mas tudo se apresenta com cara de bom. Pois já que todos querem ser felizes, se algo se apresentasse como ruim, para proporcionar infelicidade, ninguém nem daria atenção. Portanto é preciso saber fazer bem as escolhas.
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A escolha mais radical, a única que responde aos anseios do coração do homem, a única via para a felicidade é a santidade. E santidade é fazer a vontade de Deus, que é a melhor para cada um de nós. Buscar a santidade não é não namorar, não casar, não brincar, não se divertir, não praticar esporte etc., mas sim fazer de modo correto todas essas coisas. É ser o rosto de Cristo no lugar onde convivemos no nosso dia a dia.
Juventude: busca por Deus
Em última análise, a busca pela felicidade é a busca por Deus (a felicidade plena).
Nesse sentido, João Paulo II dizia que “pecado é procurar a Deus onde Ele não se encontra”. Ou seja, todas as vezes que um jovem procura as drogas, uma sexualidade desregrada etc., ele está procurando a felicidade plena, mas de maneira incorreta, pois, na verdade, o que ele está procurando é Deus, pois só Deus pode preencher o coração humano daquilo que este necessita.
No Salmo 42, lemos: “Como a corça deseja as águas correntes, assim a minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando hei de ver a face de Deus?”
Já que descobrimos que a nossa fome e sede são de Deus e que n’Ele somos plenamente felizes e realizados, paremos de buscá-Lo onde Ele não se encontra, e O busquemos n’Ele mesmo, na Eucaristia, na Palavra de Deus, na Igreja, por meio da oração e da convivência sadia com os irmãos, sabendo também que Ele quer mais se revelar a nós do que nós a Ele.
Equipe de Formação da Canção Nova