A revolução sexual

A revolução sexual de certa forma é resultado de uma outra revolução: a industrial e, posteriormente, a científica.

O progresso científico também colaborou para a revolução sexual principalmente quando a criação dos anticoncepcionais conseguiu separar o ato sexual da procriação. O prazer sexual enfim poderia ser vivido com toda a liberdade com a inibição total da fecundidade.

Há assim uma supervalorização da dimensão prazerosa da relação sexual no ato copular. Acompanhada de uma mentalidade individualista, hedonista, num mundo marcado pela ideologia neoliberal, a mentalidade contra a natalidade cresce nos países desenvolvidos.

O mercado econômico descobriu que sexo é produto altamente vendável. Direta ou indiretamente, a sexualidade tem sido instrumentalizada comercialmente. Não apenas o mundo começou a assistir a uma exploração explícita do mercado pornográfico (filmes, revistas, objetos eróticos, tráfico negro de mulheres, prostituição infantil, motéis, sex shops), como também as grandes agências publicitárias e de marketing descobriram que os produtos com cores específicas, formas associadas ao mundo do sexo vendem. “Surgiu toda uma indústria para planejar a imagem das mercadorias e as estratégias de venda; a propaganda tornou-se uma mediação fundamental entre a cultura e a economia”.

A banalização da sexualidade humana tem suas conseqüências como, por exemplo, a desvalorização da mulher, ultimamente do homem também, pela manipulação de sua imagem.

Há, portanto, uma cultura em que a sociedade e os meios de comunicação, na grande maioria das vezes, oferecem a esse respeito uma informação despersonalizada, lúdica, muitas vezes pessimista e, além disso, sem consideração pelas diversas etapas de formação e de evolução das crianças e dos jovens, sob o influxo de um distorcido conceito individualista da liberdade e num contexto privado de valores fundamentais sobre a vida, sobre o amor humano e sobre a família.

Cabe aos cristãos e a todo ser humano repensar sua sexualidade, não somente como fim hedonista, mas principalmente como meio procriativo, por meio do qual homens e mulheres são valorizados como filhos de Deus e não como animais irracionais. Não devemos colocar a sexualidade em primeiro plano e sim a pessoa humana como todo, que engloba sua personalidade, religiosidade, fraternidade, sociabilidade e também sua sexualidade.

(Aulas de Moral Sexual com Pe. Wagner Ferreira -CN com algumas intervenções minhas).

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