O legado
Falar de São João Bosco é falar de uma proposta que, com o seu testemunho, ele nos deixou como legado para toda a grande família que ele sonhou construir, a Família Salesiana.
O seu amor pela juventude, traços que caracterizavam a sua vida, fez dele um sacerdote diferente, ousado e com o coração e o olhar sempre voltados para o alto. Toda a sua missão se tornou um ato de amor a Deus, do qual somos sinais e portadores desse amor, particularmente aos jovens.

Créditos: Arquivo CN.
As formas de adentrar o coração de um jovem
Dom Bosco ensinou que o amor, a razão e a religião são formas de adentrar o coração de um jovem e prepará-lo para ser “um bom cristão e um honesto cidadão”. A sua grande preocupação era a salvação das almas.
Dessa forma, nasce o Sistema Preventivo, que é a caridade de Deus que se antecipa a toda pessoa. A síntese desse “sistema” é a caridade pastoral, como bem testemunhou nosso santo fundador, acolhendo os jovens como nosso patrimônio e nossa razão de ser.
Um amor de predileção pelos jovens
Dom Bosco sentiu-se enviado a eles por Deus e procurou, de forma concreta, oferecer um ambiente que os acolhesse e os preparasse para enfrentar os desafios da vida, pela formação sólida de valores humanos e cristãos e por uma profissão. Ele demonstrou um amor de predileção pelos jovens, especialmente, os mais carentes.
Podemos dizer que os jovens se tornam “o lugar” onde podemos fazer a experiência de Deus e, praticar essa ação pedagógica não se torna apenas um trabalho pastoral, mas uma forma de nos relacionarmos profundamente com Deus.
O grande desafio acelerado nas últimas décadas
Dom Bosco vivia, recordam nossos documentos, “como se visse o Invisível”, ou como bem escreveu nosso Reitor-Mor Pe. Fábio Attard, na Estreia de 2026, “Dom Bosco vivia em Turim, mas o seu coração e a sua mente pertenciam ao mundo inteiro”.
O grande desafio que enfrentamos, de modo acelerado nas últimas décadas, é a prevenção das drogas, do uso e do tráfico que aumentam aceleradamente e tem destruído a vida de milhares de jovens, entre outros. Numa cultura que não valoriza a formação humana e acadêmica, e onde o trabalho é cada vez mais escasso, muitos jovens encontram a solução de seus problemas no uso e no tráfico das drogas. “O problema da droga é a mancha de óleo que invade tudo. Não reconhece fronteiras, nem geográficas, nem humanas. Ataca igualmente a países ricos e pobres, a crianças, jovens, adultos e idosos, a homens e mulheres” (Doc. Ap. 422).
É fundamental um tratamento que auxilie a pessoa a recuperar a sua dignidade humana, o sentir-se amado e, por meio do trabalho, da convivência sadia e da espiritualidade, acreditar numa reestruturação dessa pessoa. O trabalho de prevenção não pode parar e sabemos que a batalha é grande!
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O despertar das crianças e dos adolescentes
O grande desafio é despertar nossas crianças e nossos adolescentes para a importância dos estudos, de uma formação básica, que os leve a ser valorizados, tirando-os da ignorância e preparando-os para se tornarem cidadãos conscientes.
Dom Bosco reunia os jovens numa escola de formação profissional, acreditando no bem que a aquisição do conhecimento os afastaria de uma vida marcada pela violência. E, dessa forma, trazia-os para perto de Deus, para que, como honestos cidadãos, se tornassem bons cristãos para a vida social.
É preciso a coragem de formar nossa juventude com amor, como bem dizia Dom Bosco: “A educação é coisa do coração” e, como recomendou ao Pe. Miguel Rua (seu primeiro sucessor): “Procura fazer-te amar” e, dessa forma, saberemos conquistar o coração dos nossos jovens e afastá-los dos perigos que o mundo oferece.
Padre Silvio César




