As principais visões teológicas sobre o que é o terceiro céu
Muitas pessoas questionam o significado dessa expressão bíblica. A explicação mais fundamentada e tradicional aponta para a antiga visão cosmológica dos judeus, que dividiam o firmamento em três dimensões distintas.
De acordo com essa perspectiva antiga, o primeiro céu correspondia à atmosfera terrestre. O segundo céu representava o cosmos e o espaço sideral, onde estão localizados o sol, a lua e as estrelas. O terceiro céu, por sua vez, representava a habitação divina. Tratava-se do ambiente da visão beatífica, onde o ser humano entra em plena comunhão com o Criador e contempla a Sua glória face a face.
A visão cosmológica dos antigos judeus
Existe, contudo, uma segunda linha de interpretação teológica. Alguns estudiosos e escritos de santos sugerem que a expressão pode fazer referência a diferentes níveis de glória ou graus de bem-aventurança no paraíso.
Essa teoria fundamenta-se na ideia de que a recompensa celestial é proporcional ao amor e à fidelidade demonstrados na Terra. Quanto mais a pessoa amou e serviu a Deus em vida, maior seria sua capacidade de receber a glória divina. Embora ambas as vertentes possuam argumentos válidos, a primeira explicação — baseada na cosmologia judaica — costuma ser a mais aceita para contextualizar as passagens bíblicas.
Os diferentes níveis de glória no paraíso
Independentemente da interpretação adotada, o conceito ganha centralidade na experiência mística do Apóstolo Paulo. Em seus relatos, ele afirma ter sido arrebatado até essa dimensão celestial superior. Ao tentar descrever essa realidade, o Apóstolo depara-se com a limitação da linguagem humana. Ele afirma que “olhos humanos jamais viram, ouvidos jamais ouviram, nem coração algum sentiu o que Deus preparou para os que O amam”.
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A experiência mística de São Paulo e o que é o terceiro céu
Fica evidente, portanto, que a visão de Paulo revelou uma realidade inefável. O terceiro céu transcende a compreensão terrena, consolidando-se como o destino final e definitivo de comunhão plena com Deus.
Transcrito e adaptado por Jaqueline Scarpin





