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A tradição do Natal não está ficando ultrapassada?

O Natal é uma tradição ultrapassada?

As tradições natalinas, como a troca de presentes, a decoração de árvores e as reuniões familiares têm sido uma parte significativa das celebrações há gerações. No entanto, em um mundo em constante mudança, algumas pessoas questionam se essas tradições ainda têm relevância ou se estão se tornando obsoletas.

A Tradição do Natal frente ao secularismo moderno

Para o católico, a tradição do Natal jamais será considerada ultrapassada. O sentido dessa celebração se esvai apenas para as nações que regridem ao paganismo. Na Europa, observa-se a substituição do nascimento de Cristo pela “Festa das Luzes”, uma celebração profana e essencialmente vazia.

Essas luzes, que deveriam simbolizar a claridade de Cristo, tornaram-se adornos de um evento sem alma. Para quem não possui fé, a tradição natalina naturalmente desaparece. Entretanto, para o fiel, o Natal representa o maior acontecimento da história: o momento em que Deus se faz homem.

A essência da fé e o mistério da Encarnação

A compreensão humana é limitada demais para entender como o Criador coube em um recém-nascido. Conforme os profetas, se Deus não cabe no universo, Sua presença em uma criança é um milagre do amor. Por essa razão, a tradição permanecerá sagrada para todos que foram devidamente evangelizados.

Em um esforço admirável de síntese, compreendemos que o amor opera o impossível. Enquanto houver fé, o Natal manterá seu vigor e relevância espiritual. A tradição não é um fardo antigo, mas a renovação constante de uma esperança que o mundo secular tenta, inutilmente, ignorar.

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O avanço do paganismo e a censura religiosa

Infelizmente, a ausência de evangelização tem gerado um vácuo espiritual crescente em diversos países. Na Escandinávia, em nações como Suécia e Dinamarca, o cenário é preocupante. Não presenciamos apenas um esvaziamento da tradição, mas uma proibição ativa de manifestações de fé em espaços públicos.

O impedimento de montar presépios em praças públicas revela a face mais autoritária do secularismo. Querem proibir o sagrado, transformando a liberdade de expressão em um deserto religioso. Essa tentativa de banir a tradição é, reconhecidamente, o pior estágio da atual decadência cultural e espiritual.


Felipe Aquino

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br e Twitter: @pfelipeaquino