Gesto de fraternidade

Por que visitar os enfermos é uma prática de misericórdia?

Aprenda o valor espiritual sobre a prática misericordiosa de visitar os enfermos

Entre as práticas de misericórdia corporal, o gesto de visitar os enfermos nos convida a desinstalarmo-nos de nós mesmos e irmos ao encontro daqueles que padecem dos mais diversos tipos de sofrimento. Jesus é nosso modelo de misericórdia. Ele sempre está ao lado dos fracos e oprimidos, dos pobres e marginalizados, dos enfermos e excluídos. Em cada visita que Jesus realizava, ele devolvia ao ser humano o direito à dignidade e a vida plena.

Visitar uma pessoa enferma é um gesto de misericórdia carregado de profundo sentido humano e espiritual. Em cada visita que realizamos, levamos não somente a nossa amizade, mas também nossa oração, carinho e fraternidade às pessoas.

Por que visitar os enfermos é uma prática de misericórdiaFoto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Seja mais que uma visita

Muitos enfermos quase nunca recebem uma visita. No entanto, visitar é um gesto profundamente cristão. Jesus sempre visitou quem estava com algum tipo de enfermidade. Quando a sogra de Pedro estava enferma, Jesus foi até sua casa e restabeleceu a sua saúde (cf. Mt 8,14-15); também curou a filha de um chefe (cf. Mt 9,18-19.23-26). Em cada visita e encontro, Jesus inaugurava, com seu amor misericordioso, um novo tempo na vida de cada pessoa. Seus gestos de ternura devolviam a paz em cada coração.

Grande é a multidão de pessoas enfermas que esperam nossa visita. Essas pessoas não estão longe de nós. Muitas vezes, são nossos próprios familiares ou encontram-se em nossa rua ou bairro. Muitos são membros de nossas comunidades cristãs. A cada uma dessas pessoas somos enviados como missionários da misericórdia.

Neste Ano Santo da Misericórdia, somos convidados a fazermos a diferença na vida de alguém. Pequenos gestos, quando praticados com amor, deixam marcas de eternidade no coração.

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O momento da enfermidade é sempre um período de fragilidade e, muitas vezes, de solidão, em que a pessoa faz a dolorosa experiência da sua incapacidade, dos seus limites e também da finitude da vida. Sozinho em casa, o enfermo, muitas vezes, passa dias e noites sem receber uma única visita, tendo apenas como companhia a televisão, o rádio, o computador ou ainda o celular. A misericórdia não se realiza com palavras bonitas ou frases de efeito, ela é concreta e precisa ser exercitada. Nenhum equipamento eletrônico substitui um sorriso que devolve a alegria, um abraço que conforta, uma palavra que tranquiliza, uma oração que aumenta a fé, um olhar que dá esperança, um ouvido que escuta as dores e os medos.

Pratique atos de misericórdia

Hoje, é o momento propício para atravessarmos as fronteiras de nossos quintais e irmos ao encontro de quem necessita de nosso carinho, conforto e ternura. No leito de dor encontraremos o próprio Cristo sofredor: “Estive doente e me visitastes” (cf. Mt 25,36).

Em cada visita que realizamos, levamos não somente nosso amor, mas o próprio Cristo. E que ao chegar ao final deste ano você possa olhar para trás e dizer com o coração agradecido: “Eu fiz a diferença na vida de alguém!”

O mundo tem necessidade de pessoas que tenham a coragem de semear o bem e levar a misericórdia aos mais necessitados. Nas Sagradas Escrituras, encontramos um sábio conselho que desperta nosso coração para a assistência aos irmãos doentes: “Não temas visitar doentes, porque serás amado por isso” (cf. Ecl 7,35) Acredite: o mundo pode ser melhor com pequenos gestos de amor que você praticar.

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Padre Flávio Sobreiro

Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP e Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre (MG), padre Flávio Sobreiro é vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Santa Rita do Sapucaí (MG), e padre da Arquidiocese de Pouso Alegre (MG). É autor do livro “Amor Sem Fronteiras” pela Editora Canção Nova. Para saber mais sobre o sacerdote e acompanhar outras reflexões, acesse: facebook.com/peflaviosobreiro

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