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Como ajudar os filhos a viverem o Ano da Misericórdia?

Saiba como ajudar os filhos a viverem o Ano da Misericórdia

O Papa Francisco nos convida à misericórdia de Deus. Do dia 8 de dezembro de 2015 a 20 de novembro de 2016, somos chamados a refletir, vivenciar e ensinar nossos filhos a obterem as graças deste ano e ajudarem o mundo a ser mais cristão nos anos vindouros. Nossa bússola é o documento do Papa, que nos recorda as obras de misericórdia corporais e espirituais.

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Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Convido os pais a seguirem a trilha. Em primeiro lugar, “não nos deixemos cair na indiferença que humilha, na habituação que anestesia o espírito e nos impede de descobrir a novidade, no cinismo que destrói”. Precisamos acordar desse torpor que nos invade e adormece a consciência de muitos. Quantas notícias, em jornais e televisão, de catástrofes com nossos irmãos, e continuamos a nossa vida normalmente! Diante da lama derramada numa cidade de Minas Gerais, quem contribuiu para alimentar os famintos e enviar água para os sedentos, ou preferiu apenas discursar na mesa sobre o fato?

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Continuando a nossa caminhada, o Papa nos convida a irmos ao encontro dos irmãos. “Abramos nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar o seu grito de ajuda.” Abramos nossos armários de comida e de louças, e ensinemos nossos filhos a abrirem os seus armários de roupas e brinquedos, para dividir com quem não os tem, ou seja, viver o Evangelho.

Nessa trilha, no entanto, nossas obras não se restringem apenas às coisas materiais, mas nos pede que “as nossas mãos apertem suas mãos e os estreitemos a nós, para que sintam o calor da nossa presença, amizade e fraternidade”. Precisamos aprender a sair do individualismo e levar nossos filhos a auxiliar os enfermos, visitar presos e enterrar os mortos. A maioria dos pais querem poupar os filhos da dor do mundo, mas com isso os isolam dos acontecimentos que fazem parte do ciclo da vida familiar. Imagine se querem os filhos em contato com as dores do mundo! Com isso, nossas consciências estão adormecidas e as de nossos filhos nem foram despertadas.

Pais e filhos
Nessa reflexão, temos de nos lembrar não só das pessoas de fora, mas também de dentro dos lares e “que o seu grito se torne nosso e, juntos, possamos romper a barreira de indiferença que frequentemente reina soberana para esconder a hipocrisia e o egoísmo”. Isso acontece, porque o egoísmo está sendo gestado dentro dos lares, com o “discurso do meu”, onde as crianças não estão sendo ensinadas a partilhar com os irmãos de sangue. Como ensiná-las e fazê-las partilharem com estranhos?

Somos chamados neste ano a buscar a perfeição, abrir mão dos pecados e confessá-los para sermos perdoados, mas também a buscar a indulgência plenária para a reparação desse mal. Muitas famílias não conhecem o que significa isso, mas precisam aprender a partilhar com os filhos essa encíclica de acordo com a faixa etária. Para os filhos pequenos, nossa ação será a melhor forma de eles entenderem ou não sobre a Misericórdia de Deus. Para filhos maiores, é preciso conscientizá-los, a fim de que conheçam e busquem a misericórdia de Deus e do Evangelho, em especial a oferecida neste ano.

Se nos colocarmos como peregrinos, com o coração aberto e a mente transformada, com certeza estaremos mostrando aos nossos filhos a meta a ser alcançada: “Sermos misericordiosos como o Pai é misericordioso”, motivá-los à conversão e ao mergulho neste Ano da Misericórdia.

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Ângela Abdo

Ângela Abdo é coordenadora do grupo de mães que oram pelos filhos da Paróquia São Camilo de Léllis (ES) e assessora no Estudo das Diretrizes para a RCC Nacional. Atua como curadora da Fundação Nossa Senhora da Penha e conduz workshops de planejamento estratégico e gestão de pessoas para lideranças pastorais.

Abdo é graduada em Serviço Social pela UFES e pós-graduada em Administração de Recursos Humanos e em Gestão Empresarial. Possui mestrado em Ciências Contábeis pela Fucape. Atua como consultora em pequenas, médias e grandes empresas do setor privado e público como assessora de qualidade e recursos humanos e como assistente social do CST (Centro de Solidariedade ao Trabalhador). É atual presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) do Espírito Santo e diretora, gerente e conselheira do Vitória Apart Hospital.

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