Turbulência

Existe esperança na crise econômica e política?

A confiança do consumidor está em níveis cada vez mais baixos diante da crise política e econômica

A economia brasileira, como todos sabem, está imersa numa grave crise. Em 2015, o PIB (Produto Interno Bruto), soma de todas as riquezas produzidas no país ao longo do ano, teve uma retração de 3,8%, a maior queda desde 1990. As projeções do Banco Central para 2016 são de uma queda de 3,5%. O desemprego, como consequência da queda do PIB, não para de crescer; atualmente, está em 9,5%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Existe esperança na crise econômica e política x 1600x1200Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

O número de desempregados no Brasil já ultrapassa 9,6 milhões de pessoas. Isso sem falar na inflação, que assusta a cada um de nós toda vez que vamos pesquisar os preços nos supermercados, serviços etc. Um forte ingrediente da crise econômica é a crise política que o Brasil atravessa. Não se trata apenas de uma instabilidade, mas a incerteza sobre o futuro do Brasil trava os investimentos dos empresários e os gastos das famílias.

É corriqueiro, hoje, ouvir pessoas falando em adiar um gasto, a troca de um carro e até mesmo uma despesa pequena que seja. Muitos brasileiros estão segurando firme no bolso antes de gastar, e isso se reflete nas quedas nas vendas do comércio e serviços. Por outro lado, os empresários, também cheios de incertezas, aguardam um cenário mais favorável para investir. A consequência é vista na queda dos investimentos a um nível muito baixo do necessário para sustentar o crescimento da Economia. Enquanto a crise política existir, sem um cenário claro do que acontecerá, pessoas, famílias e empresários esperam e adiam seus gastos/investimentos. A confiança do consumidor, dos empresários, das empresas e organizações está em níveis cada vez mais baixos.

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Como a crise pode afetar suas finanças pessoais?

Primeiramente, você ou algum membro da sua família pode estar sendo atingido pelo desemprego, um dos dramas atuais. Existem também aqueles que estão à procura de emprego há muito tempo. Com as vendas em baixa em diversos setores e os investimentos despencando, pessoas sofrem com a queda nas suas rendas.

Em outro plano, está a alta da inflação. Além de enfrentar o desemprego, todos nós somos afetados pela alta dos preços. Independente da renda, todos são impactados pela alta dos preços das mercadorias, mensalidades, gastronomia e entretenimento, para não citar outros setores da economia. Ainda que se busque alternativas mais baratas, economias, promoções ou compra de produtos de menor qualidade, é quase impossível deixar de gastar um pouco mais a cada mês.

Luz no fim do túnel

Diante desse cenário, surge a pergunta: Existe uma luz no fim do túnel? Sim. Podemos afirmar que a inflação, por diversos fatores, está começando a diminuir. Para este ano, ainda se prevê alta entre 6,6% e 6,9% nos preços segundo o Banco Central. Ainda não podemos comemorar, pois está longe de ser o ideal para a vida do trabalhador. Mas já é um sinal de que os preços vão subir menos este ano se comparado a 2015. Resta-nos enxugar o orçamento pessoal/familiar e retirar o que é supérfluo, adiar o consumo, muitas vezes, à espera de águas mais tranquilas. Ter esperança! O Brasil vai superar a crise tal como o fez muitas vezes em sua história. Rezemos para que o país supere este tempo turbulento e possa retomar sua estabilidade econômica e política.

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Bruno Cunha

Mestrando em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Taubaté (UNITAU), Bruno Cunha possui Pós-graduação em Administração (MBA) pela Fundação Getúlio Vargas e graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Pernambuco. Atualmente, é diretor administrativo e financeiro da Faculdade Canção Nova, onde também atua como professor. Cunha tem experiência na área de Finanças, Economia, Educação Financeira, Finanças pessoais e Administração Financeira e Orçamentária.

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